As munições usadas até agora pelos Estados Unidos no conflito com o Irã são 'insignificantes' em comparação com os estoques disponíveis.
O presidente americano Donald Trump afirmou isso em entrevista à Fox News, garantindo que os Estados Unidos ainda possuem 'muitas armas de nível médio'.
Trump, no entanto, atribuiu a seu antecessor, Joe Biden, a redução do estoque de algumas das armas 'mais avançadas', alegando que muitas foram vendidas durante o governo anterior.
O presidente citou especificamente os sistemas de defesa aérea, enfatizando que essas são precisamente as armas de que os Estados Unidos 'precisam agora no Oriente Médio'.
O Irã teria usado o cessar-fogo no conflito com os Estados Unidos para se preparar para uma intensificação na guerra no Oriente Médio.
A informação é do jornal Wall Street Journal, reportando um 'Plano secreto do Irã para intensificar a guerra'.
O cessar-fogo chega ao fim nesta segunda-feira (17).
Fontes da inteligência sugerem uma mudança estratégica por parte dos líderes para aumentar os custos para os Estados Unidos e seus aliados regionais.
Segundo o jornal americano, Teerã acreditava que os Estados Unidos estavam apenas ganhando tempo para um futuro ataque e, por essa razão, nos últimos 60 dias, intensificou a produção de mísseis e drones e nomeou linha-dura para posições-chave.
O Wall Street Journal afirma que autoridades de inteligência árabes sinalizaram uma 'mudança estratégica' entre os líderes iranianos para 'preparar suas forças para intensificar a guerra'.
Mohammad Hassan Sangtarash, analista de defesa baseado em Teerã, declarou que 'há uma visão generalizada no Irã de que a verdadeira guerra ainda não começou'.
Ataque dos Estados Unidos contra o Irã.
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Em meio a isso, os iranianos acusaram os EUA de violarem os acordos de cessar-fogo de 60 dias apenas algumas semanas após sua assinatura, em junho.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse que 'não há nenhuma disposição' no memorando de entendimento que faça referência a tal prazo.
Em vez disso, ele disse que o memorando previa um período de 60 dias para negociações sobre o levantamento das sanções e 'a questão nuclear'.
'Devido à violação flagrante e generalizada do memorando pelos Estados Unidos apenas algumas semanas após sua assinatura, nenhuma negociação foi iniciada', acrescentou.
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.
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'Como resultado, a questão do prazo de 60 dias tornou-se completamente irrelevante'.
Além disso, o Irã negou a existência de um novo mediador em suas relações com os Estados Unidos, após a Axios ter noticiado nesse domingo (16) que o presidente do Curdistão iraquiano havia contatado o Pasdaran para abrir um canal direto com o governo Trump.
'O principal problema entre Teerã e Washington não é a falta de um mediador', disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqaei, conforme relatado pela agência de notícias Tasnim .
'Em relação a questões ligadas às relações Irã-EUA, países como Paquistão e Catar estão tentando desempenhar um papel de mediadores.
É natural também que alguns países europeus expressem sua disposição, mas isso não significa a formação ou aceitação de um novo mediador no processo de relações Irã-EUA'.
Para ele, o principal desafio é o 'tipo de visão, os erros de cálculo e a insistência do governo americano em métodos e abordagens que se provaram ineficazes centenas de vezes'.
