Trump abre balanço de segundo mandato com fotos de imigrantes ilegais presos: 'eles fazem os criminosos dos EUA parecerem bebês'
O presidente Donald Trump faz, nesta terça-feira (20), um balanço do primeiro ano do segundo mandato dele. O republicano começou o discurso mostrando fotos de imigrantes ilegais que foram presos.
Ele também exaltou a segurança nas fronteiras e disse que assassinos e traficantes, nas palavras dele, são o foco das deportações. Trump afirmou que imigrantes ilegais fazem criminosos dos Estados Unidos parecerem bebês. Ele disse ainda que se sentiu mal pela cidadã americana que morreu após ser baleada por um agente de imigração e apontou a presença do que chamou de agitadores profissionais no local em que a morte aconteceu.
O presidente americano também declarou que o tráfico internacional de drogas pelo mar caiu em 97%. Defendeu a operação militar no Caribe e citou a Venezuela, ao relembrar a captura de quem ele classificou como ditador fora da lei, em referência ao presidente venezuelano Nicolás Maduro. Antes disso, Trump já havia afirmado que está amando a Venezuela após a operação em Caracas, elogiado a líder opositora venezuelana Maria Corina Machado e dito que gostaria de envolvê-la num possível novo governo no país sul-americano.
Em relação à economia, o republicano defendeu a aplicação de tarifas contra produtos importados de outros países e disse que as taxas não provocaram inflação. Ele também anunciou uma redução de 600% nos preços de medicamentos, o que ele já havia afirmado e gerou contestações de especialistas porque uma redução de 100% já zeraria o custo. Trump ainda defendeu a demissão de funcionários públicos e disse que os ex-servidores estão conseguindo empregos com salários melhores no setor privado.
O presidente americano ainda não citou a Groenlândia em meio às ameaças tarifárias que ele tem feito a países europeus que se opuserem ao plano de compra da ilha pelos Estados Unidos. Trump também não descarta o uso da força. O Parlamento Europeu, inclusive, congelou o acordo comercial firmado entre a União Europeia e o país norte-americano após as ameaças.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu à população da ilha que comece a se preparar para uma invasão militar ao território. Segundo ele, as autoridades locais também estão em preparação para uma possível incursão dos Estados Unidos. Já a primeira-ministra da Dinamarca, afirmou que o pior ainda está por vir.
