Tragédia nas Maldivas: apenas uma pessoa do grupo de turistas mortos em mergulho saiu viva

 

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A tragédia envolvendo turistas italianos durante mergulho em cavernas a dezenas de metros de profundidade nas Maldivas terminou com a morte de cinco pessoas nesta semana.

Porém uma pessoa do grupo sobreviveu. Uma sexta pessoa preferiu ficar no iate Duke of York enquanto os companheiros de viagem mergulhavam a cerca de 50 metros de profundidade em caverna no Atol de Vaavu, segundo o portal italiano "Libero Quotidiano".

O nome da sobrevivente não foi divulgado, mas sabe-se que ela é estudante da Universidade de Gênova.

Não se sabe ainda porque a estudante decidiu não mergulhar com os demais. Ela estava equipada para mergulhar, mas mudou de ideia.

Ela foi a "única sobrevivente direta daquele dia" e uma "testemunha fundamental para a reconstrução dos momentos finais antes do incidente", informou o veículo de comunicação.

"Ela decidiu permanecer a bordo. Pouco tempo depois, a tragédia aconteceu", afirmou o jornal.

Toxicidade do oxigênio e o pânico generalizado estão entre os principais fatores que podem ter levado à morte de cinco turistas italianos que desapareceram durante o mergulho arriscado na manhã de quinta-feira (14/5), no horário local, segundo especialistas.

O pneumologista Claudio Micheletto disse ao portal italiano "Adnkronos", que "é provável que algo tenha dado errado com os cilindros de ar", já que os cinco mergulhadores morreram na mesma excursão a cerca de 50 metros de profundidade nas águas do Atol de Vaavu, o que desencadeou uma investigação policial.

"A morte por toxicidade do oxigênio, ou hiperóxia, é uma das mortes mais dramáticas que podem ocorrer durante um mergulho, um fim horrível", acrescentou Micheletto, diretor de Pneumologia do Hospital Universitário de Verona (Itália).

Entre as vítimas estão mãe e filha: a professora universitária e bióloga de renome Monica Montefalcone e Giorgia Sommacal, de 20 anos. Os outros três mortos na tragédia no Índico foram identificadas como Muriel Oddenino, ambientalista de Turim, Gianluca Benedetti, instrutor de mergulho e capitão de barco de Pádua, e Federico Gualtieri, de Borgomanero, estudante de doutorado que estava produzindo tese sobre os atóis das Maldivas.

Italianas Monica Montefalcone e Giorgia Sommacal: mãe e filha mortas durante mergulho nas Maldivas

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Italiana Muriel Oddenino, morta durante mergulho nas Maldivas

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Gianluca Benedetti, italiano morto nas Maldivas

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Federico Gualtieri

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Não foi apenas a toxicidade do oxigênio que pode ter contribuído para a tragédia nas Maldivas. O pânico também pode ter desempenhado um papel crucial, de acordo com Alfonso Bolognini, presidente da Sociedade Italiana de Medicina Subaquática e Hiperbárica.

"Dentro de uma caverna a 50 metros de profundidade, basta um problema ou um ataque de pânico com um mergulhador. A agitação fará com que a água fique turva e pode prejudicar a visibilidade", declarou ele, acrescentando que a situação pode levar a "erros fatais".

Agentes também estão investigando se o grupo utilizou um "fio de Ariadne" – uma corda usada por mergulhadores para mantê-los juntos, o que é obrigatório em alguns casos, especialmente em ambientes com pouca visibilidade.

Poucas horas antes da tragédia, o Serviço Meteorológico Nacional das Maldivas emitiu um alerta claro para os organizadores de mergulho. Dois comunicados oficiais foram publicados no site da Força de Defesa Nacional das Maldivas (MNDF). O primeiro, divulgado poucas horas antes do desaparecimento, dizia: "Como o Serviço Meteorológico Nacional prevê um aumento na intensidade da monção de sudoeste (Hulhangu) sobre as Maldivas durante este período — particularmente nos atóis centrais e do sul, com ventos fortes, mar agitado e chuvas generalizadas — todos os navegantes são aconselhados a prestar muita atenção às condições meteorológicas." O segundo comunicado, divulgado após o desaparecimento ter sido relatado, explica: "O Centro de Coordenação de Resgate Marítimo (MRCC) da Guarda Costeira da MNDF recebeu um relatório sobre o desaparecimento dos mergulhadores. Desde então, a MNDF iniciou operações de busca por mar e ar.

Apenas o corpo de Monica foi recuperado até agora. Ele estava numa caverna a cerca de 60 metros de profundidade. Acredita-se que os demais cadáveres também estejam no local.