Trabalho, respeito, orgulho

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

O mundo dividido entre Capital ×Trabalho gerou narrativas que cristalizaram em nossas cabeças – ferro fundido.A partir da divisão social do trabalho, da desapropriação do homem dos seus meios de produção gerando mão de obra assalariada, o mundo girou e não parou mais. Cada vez com mais velocidade, quando a exploração do humano sobre outro humano tornou- se parte da paisagem, do capitalismo ao neoliberalismo, mundo-pós industrial, pós-moderno.Aceitar as condições precárias de trabalho, as más condições de vida dos trabalhadores, sugar até o último caldo de seu corpo, faz parte do ritual, cotidiano.Não consigo entender como há pessoas que conseguem se divertir, fazer piadas com tudo isso.

Gozo mortífero, pulsão de morte, mal caratismo, escrotice. Brincar com a condição de coitado, vítima de um modelo de sociedade centrada no mercado, quando grassa doses de maldade, crueldade é, no mínimo, coisa de delirante, gente sem noção, doideira pura.Nesse sentido, gostaria de manifestar meu repúdio aos vermes, gente que circula no mundo igual bicho no queijo, disfarçado e, vagarosamente, vai roendo, destruindo algo tão bom, valioso, gostoso.Fazer piada com os nove dedos de Lula, achar graça em seu corpo mutilado por um acidente de trabalho, é da ordem do insuportável, nojo total.

Perversidade.Ao invés de se solidarizar com o acidente, o infortúnio do trabalhador, vitima talvez da pressão ou das péssimas condições de trabalho, preferem o cinismo, a ironia. Canalhice.

Brochante é viver num mundo que celebra mortes desnecessárias, banais, ou até estimuladas, como foi o assassinato de Marielle, Bruno – indígenas, ativistas, negros, negras, crianças. Todos alvos de balas bem direcionadas, vidas perdidas, corpos estuprados.Como é o caso da menina Ana Clara, cujo assassino foi defendido pelo senador e advogado Flávio Bolsonaro que impediu o julgamento.

Todos fazem parte do circo que foi montado no país a partir de 2018.Não, não devemos rir de uma mão por faltar um dedo, mas de um cérebro, de um corpo em que falta coração, amor, empatia, compaixão. Aliás, ali não há nada de humano, apenas arremedo de.Lula, você tem história, tem luta, teu corpo trás a marca da trajetória da vida do trabalhador brasileiro, no chão da fábrica, seja noite, seja dia.Exemplo de superação, orgulho de todos Nós.

Parabéns. Merece apenas respeito.

O Brasil jamais deixaria você ser humilhado por um playboy miliciano.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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