Indicação de Rodrigo Pacheco ao STF ganha força após reunião entre Lula e Alcolumbre

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A possibilidade de Rodrigo Pacheco (PSB), ex-presidente do Senado e atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou força nos bastidores de Brasília após uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os comandantes do Congresso Nacional, realizada na segunda-feira (26).

Segundo informações do Metrópoles, aliados de Pacheco avaliam que as negociações em torno de seu nome estão “escalando”. A movimentação ocorre após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), visitarem Lula, em um encontro que reacendeu as articulações para a escolha de um novo integrante da Suprema Corte.

A expectativa de interlocutores envolvidos nas conversas é que Lula encaminhe ao Senado, nas próximas semanas, a mensagem presidencial com o nome escolhido para ocupar a vaga no STF. O objetivo seria permitir que a indicação passe pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e pelo plenário da Casa ainda em 2026.

A eventual escolha de Pacheco representaria uma mudança significativa na relação entre Lula e Alcolumbre, marcada por divergências em torno da composição do Supremo. Alcolumbre defendia Pacheco e rompeu com Lula após indicação de Messias

O presidente do Senado já havia defendido anteriormente a indicação de Rodrigo Pacheco para o STF. Entretanto, Lula optou por apresentar o nome de Jorge Messias, então ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso.

A decisão contrariou Alcolumbre, que atuou politicamente contra a indicação de Messias. O episódio terminou com uma derrota expressiva do governo no Senado, que rejeitou o nome escolhido pelo presidente da República.

O resultado expôs as dificuldades de articulação do Palácio do Planalto na Casa e aprofundou o desgaste entre Lula e o presidente do Senado. Segundo o Metrópoles, os dois permaneceram cerca de quatro meses sem se falar em consequência do conflito.

A preferência de Alcolumbre por Pacheco foi um dos principais pontos de divergência entre os dois. Nesse contexto, a retomada das conversas sobre o nome do ex-presidente do Senado pode representar uma tentativa de reconstrução da relação política entre o Executivo e o comando da Casa responsável por aprovar as indicações ao Supremo.

Governo busca concluir indicação ainda em 2026 A articulação em torno da vaga no STF também envolve o calendário legislativo.

Para assumir uma cadeira na Corte, o indicado pelo presidente da República precisa passar por uma sabatina na CCJ do Senado e, posteriormente, obter a aprovação da maioria absoluta dos senadores, equivalente a pelo menos 41 votos. A intenção de concluir esse processo ainda neste ano torna a definição do nome uma prioridade nas negociações entre o Palácio do Planalto e o Congresso.

Pacheco, que já presidiu o Senado, conta com o apoio de Alcolumbre, um dos principais articuladores políticos da Casa. Esse respaldo ganha relevância diante do precedente da rejeição de Messias, que demonstrou a capacidade de mobilização do presidente do Senado nas disputas relacionadas à composição do STF.

A participação de Hugo Motta no encontro de segunda-feira também colocou os presidentes das duas Casas legislativas na interlocução direta com Lula em um momento decisivo para a escolha.

Publicação Original Brasil 247 brasil247.com
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