Top 10 das vaquinhas virtuais reúne políticos do Missão a novo nome do PSOL; veja ranking

 

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Iniciada na última sexta-feira (15), as chamadas “vaquinhas virtuais” arrecadaram quase R$ 1 milhão nos primeiros quatro dias de funcionamento. E os pré-candidatos do novo partido Missão, legenda do MBL, e do Novo são as legendas com os maiores montantes. No ranking de uma das principais plataformas, a “Quero Apoiar”, apenas dois concorrentes ao pleito, que são declaradamente de esquerda, estiveram entre os que mais receberam fundos até a manhã desta terça-feira.

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De acordo com os dados disponibilizados na plataforma, o pré-candidato à presidência Renan Santos, do partido Missão de São Paulo, foi o que mais recebeu valores, com quase R$ 200 mil arrecadados. Um dos fundadores do MBL, ele concorre ao pleito presidencial pela primeira vez agora em 2026.

O segundo colocado na lista é o deputado federal Marcel Van Hattem (NOVO-RS), pré-candidato ao Senado, e já recebeu cerca de R$ 145 mil.

O pré-candidato a deputado federal pelo PSOL de Pernambuco, Jones Manoel arrecadou mais de R$ 90 mil. Ex-militante do PCB (Partido Comunista Brasileiro), Jones, que concorre pela primeira vez a uma vaga no Congresso, é um dos dois nomes que performam no top 10 das doações na plataforma.

Além do psolista, há também a pré-candidatura de Humberto Matos (PCdoB-RS), que está na oitava colocação do ranking e recebeu até o momento pouco mais de R$ 27 mil. Gaúcho e professor universitário, Matos tem 44 anos e já concorreu aos cargos de vereador (em 2016, pelo PDT) e de deputado estadual (em 2022, pelo PSOL).

Confira o ranking completo:

Renan Santos (Missão) — R$ 199.345

Marcel van Hattem (Novo) — R$ 145.330

Jones Manoel (PSOL) — R$ 90.035

Gustavo Gayer (PL) — R$ 70.200

Rony Gabriel (Podemos) — R$ 46.721

Kim Kataguiri (Missão) — R$ 45.684

Daniel Soranz (PSD) — R$ 45.095

Humberto Matos (PCdoB) — R$ 27.157

Renato Battista (Missão) — R$ 26.428

Victor Antoun (Missão) — R$ 20.316

Como funcionam as ‘vaquinhas virtuais’?

As “vaquinhas virtuais” são contribuições financeiras realizadas por pessoas físicas a candidatos e partidos de escolha do doador, e são autorizadas desde a campanha de 2018. A Justiça Eleitoral é a responsável pelo monitoramento do sistema. As contribuições podem ser realizadas de forma online e são restritas a pessoas físicas, sendo vedada por lei qualquer doação oriunda de pessoas jurídicas (empresas) ou de fontes estrangeiras.

Cada transação exige a identificação imediata do doador por meio do nome completo e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), e as plataformas são obrigadas a emitir recibos eletrônicos e atualizar, em tempo real, uma lista pública com os valores recebidos.

Para operar legalmente, as entidades arrecadadoras precisam passar por um processo de habilitação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, o tribunal aprovou o cadastro de quatro plataformas autorizadas a prestar o serviço para o pleito deste ano: AppCívico Consultoria Ltda., Elegis Gestão Estratégica, GMT Tecnologia e QueroApoiar.com.br Ltda.

O uso de páginas eletrônicas pessoais ou de ferramentas não homologadas pelo órgão é proibido, e a lista de empresas habilitadas permanece sujeita a atualizações contínuas no portal oficial do TSE à medida que novas instituições regularizem suas solicitações.