'Todo Líbano deve queimar', afirma ministro israelense em meio a negociações entre EUA e Irã

Fonte: Bandeira



O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, afirmou nesta sexta-feira (19) que 'todo o Líbano deve queimar' em meio a notícia da morte de quatro soldados do Hezbollah após ataques israelenses.

'Para cada lágrima de uma mãe israelense, mil mães libanesas devem chorar', declarou nas redes sociais.

Ben-Gvir complementou que 'com todo o respeito aos americanos', Israel precisava 'deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão à mercê de ninguém'.

'Todo o Líbano deve queimar. Nosso dever supremo é proteger os cidadãos de Israel e os soldados das Forças de Defesa de Israel, e esse compromisso prevalece sobre todas as outras considerações', finalizou.

Em meio a isso, o Irã exigiu garantias para os Estados Unidos de fim das hostilidades no Líbano antes de retomar as negociações com o país na Suíça, disse à rede de TV CNN um diplomata familiarizado com o assunto.

'Os iranianos exigiram garantias de fim das hostilidades no Líbano, conforme estipulado no acordo assinado', disse o diplomata, acrescentando que 'os mediadores estão trabalhando para resolver a questão'.

Embarcações passam pelo Estreito de Ormuz.

Giuseppe CACACE / AFP

A fonte descreveu as negociações planejadas como 'temporariamente suspensas após os ataques israelenses no Líbano', sem especificar quando os mediadores esperam retomá-las.

Os ataques israelenses no Líbano seguiram mesmo após a assinatura do acordo entre EUA e Irã, que envolvia justamente o fim dos ataques ao país.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico do Irã declarou nesta sexta-feira (19) que o Estreito de Ormuz aberto à passagem sob certas condições. O Irã concederá livre passagem a embarcações que apresentarem 'pedidos em conformidade com os requisitos necessários' afirmou o órgão.

Os procedimentos incluem o envio de pedidos de passagem com pelo menos 48 horas de antecedência.

A entidade também afirmou que não cobrará nenhuma taxa durante 60 dias, a duração do cessar-fogo estipulada no acordo EUA-Irã.

A entidade alertou que não considerará solicitações enviadas 'por canais não oficiais'.

O Irã já havia pressionado para obter o controle da importante rota marítima e cobrar pedágios ou taxas, embora o estreito esteja legalmente sujeito à liberdade de navegação. A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico foi criada como um órgão de supervisão autoproclamado.

Os EUA já sancionaram a organização anteriormente, e Scott Bessent, secretário do Tesouro, chegou a chamá-la de 'uma piada', afirmando que os EUA 'alertaram' as entidades contra a cooperação com o sistema.