TikTok: mais da metade dos principais vídeos sobre saúde mental espalha desinformação, diz estudo Getty Images O TikTok e sua controladora chinesa, a ByteDance, chegaram a um acordo com o estado do Alabama para encerrar um processo que acusava a plataforma de ser projetada para viciar crianças e adolescentes e de induzir consumidores ao erro sobre a segurança do aplicativo. O acordo foi anunciado nesta sexta-feira e evita o primeiro julgamento de um estado americano contra a empresa por esse tipo de alegação. Pelos termos do acordo, o Alabama receberá inicialmente US$ 100 milhões (cerca de R$ 530 milhões na cotação atual) em até 45 dias. O valor poderá chegar a US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão) caso determinadas condições previstas no acordo não sejam cumpridas, segundo o gabinete do procurador-geral do estado. O julgamento estava previsto para começar na próxima segunda-feira, em um tribunal estadual de Montgomery, e poderia durar de duas a três semanas. O TikTok agora deverá instalar uma série de novos recursos de segurança, incluindo um limite de uso diário de duas horas para crianças e restrições de uso durante a noite e no horário escolar. Segundo a acusação apresentada pelo Alabama, o fluxo contínuo de vídeos do TikTok estimularia o uso compulsivo e o algoritmo poderia direcionar adolescentes para conteúdos progressivamente mais intensos, inclusive relacionados a violência e automutilação. O estado também alegava que a empresa fazia afirmações enganosas sobre a proteção de menores e sobre o acesso do governo chinês aos dados de usuários americanos. O processo do Alabama afirmava ainda que o TikTok permitia que usuários contornassem mecanismos de verificação de idade e continuassem assistindo a vídeos sem criar uma conta. Para o estado, isso permitiria à empresa coletar informações sobre hábitos de visualização e reduziria a eficácia de ferramentas voltadas para crianças. Ações em vários estados O processo do Alabama é parte de uma onda de ações judiciais movidas por estados americanos contra empresas de tecnologia. Segundo a Reuters, pelo menos outros 27 estados e Washington D.C. também processaram o TikTok com alegações semelhantes. A empresa também enfrenta milhares de processos movidos por adolescentes, famílias, escolas e municípios que afirmam que redes sociais contribuíram para problemas de saúde mental entre jovens. Meta, Snap e YouTube estão entre as companhias envolvidas em ações desse tipo. Em agosto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou outro acordo com o TikTok e a ByteDance, desta vez relacionado à privacidade de crianças. A empresa concordou em pagar US$ 400 milhões para resolver acusações de violações da legislação americana sobre coleta de dados de menores. O acordo com o Alabama, porém, trata de alegações diferentes, relacionadas ao funcionamento da plataforma e aos possíveis danos causados pelo uso do TikTok por crianças e adolescentes. Mais Lidas
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TikTok fecha acordo de US$ 100 milhões e pode pagar mais para encerrar processo sobre adolescentes nos EUA
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