Theatro da Paz recebe concerto da Amazônia Jazz Band pelos 160 anos do Goeldi

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Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

A Amazônia Jazz Band será a atração musical da homenagem aos 160 anos do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), realizada na noite desta quinta-feira (15), no Theatro da Paz, em Belém. O concerto integra a programação comemorativa da instituição de pesquisa, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e reúne música instrumental, ritmos amazônicos e canções marianas. A solenidade será destinada a servidores, colaboradores, trabalhadores terceirizados, aposentados, parceiros e autoridades convidadas.

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A programação começa às 19h30, com as saudações do diretor do Goeldi, Nilson Gabas Júnior; do diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença; do secretário de Estado de Cultura, Bruno Chagas Ferreira; e do embaixador da Suíça no Brasil, Hanspeter Mock.  Já a apresentação cultural está prevista para as 20h.

O evento é promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), e pelo Theatro da Paz, com apoio da Embaixada da Suíça no Brasil.

Para o maestro Eduardo Lima, da Amazônia Jazz Band, a participação no evento representa uma oportunidade de aproximar a música da trajetória científica e cultural do museu. Ele destaca a contribuição da instituição para o conhecimento sobre a região e a relação entre o jazz e os ritmos amazônicos como parte da identidade musical do grupo.

Maestro Eduardo Lima, do Amazônia Jazz Band (Ascom Theatro da Paz)

“O museu tem uma contribuição muito importante para o conhecimento da Amazônia e nós encontramos, na mistura do jazz com o ritmo da nossa região, uma forma de expressar e valorizar a cultura amazônica. Estar aqui é somar a nossa arte a essa homenagem, especialmente às pessoas que fazem parte da história do museu”, afirma.

Repertório amazônico e homenagem mariana

O repertório do concerto inclui composições de integrantes da orquestra. Entre elas estão “Samba de Mestre”, do guitarrista Kim Freitas; “Festa Afro-Amazônica”, do percussionista Thiago D'Albuquerque; e “Onde Nasce o Girassol”, do saxofonista Vinícius Ribeiro. A seleção reúne trabalhos autorais do grupo e elementos musicais relacionados à cultura da região.

A apresentação também terá a participação da cantora Carol Ferreira, que interpretará três músicas marianas. A escolha dialoga com o período das celebrações do Círio de Nazaré, em outubro. 

Segundo Eduardo Lima, as canções receberam arranjos preparados especialmente para a formação da orquestra pelo músico Bruno Santos.

Ao comentar a proposta do espetáculo, o maestro destaca a combinação entre as composições instrumentais e a homenagem religiosa. “Resumindo o show, o concerto vai ser uma festa, como o nosso museu merece”, diz.

Trajetória científica

Fundado em 1866, o Museu Goeldi construiu uma trajetória ligada à pesquisa sobre a Amazônia, com trabalhos nas áreas de biodiversidade, ciências humanas e patrimônio cultural. A instituição teve como primeiro diretor Domingos Soares Ferreira Penna, que esteve à frente do museu entre 1871 e 1888. A organização administrativa e científica ganhou impulso durante a gestão do naturalista suíço Emílio Goeldi, entre 1894 e 1907. Na sequência, o suíço Jacques Huber dirigiu a instituição de 1907 a 1914, seguido pela alemã Emília Snethlage, que esteve no cargo entre 1914 e 1921 e foi a primeira mulher a dirigir um instituto científico na América do Sul. 

O apoio da Embaixada da Suíça está relacionado, ainda, à parceria na restauração e requalificação da antiga residência de Emílio Goeldi, conhecida como Casa Goeldi. Localizado no Parque Zoobotânico do museu, no bairro de São Brás, o imóvel histórico serviu de moradia para antigos diretores da instituição, entre eles Goeldi, Jacques Huber e Emília Snethlage.

O projeto de restauração conta com a participação da Secult, da Embaixada da Suíça, de empresas privadas e dos institutos Peabiru e Pedra, com acompanhamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará. As obras estão em andamento e devem continuar ao longo de 2027. A proposta é destinar o espaço ao diálogo, à cooperação e à capacitação com povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e outras comunidades tradicionais.

 

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