Terremoto na Venezuela muda perspectiva de jovem promessa do tênis de mesa

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Nesta quarta-feira (21), as mesas de Foz do Iguaçu (PR) recebem não apenas grandes ralis, mas uma verdadeira lição de vida nos Jogos da Juventude CAIXA 2026. Existem experiências que mudam a maneira como enxergamos o mundo — algumas chegam com o passar dos anos, outras aparecem muito antes do imaginado. Foi o que aconteceu com Heitor Rieff, mesatenista de Mato Grosso do Sul.

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Aos 15 anos, o jovem embarcou para Caracas, na Venezuela, para disputar uma etapa do circuito mundial juvenil. O que deveria ser apenas mais uma oportunidade de experiência internacional se transformou em um dos episódios mais marcantes de sua vida. Dois terremotos atingiram o país e provocaram o cancelamento da competição. Heitor voltou ao Brasil em segurança, mas trouxe na bagagem uma nova maneira de valorizar cada momento.

“Foi uma situação muito complicada. Mexe bastante com o nosso emocional, com muita coisa dentro da gente que às vezes não esperamos”, relembra o atleta.

Quase quatro meses após o susto, Rieff disputa sua segunda e última edição dos Jogos da Juventude com uma compreensão diferente. “Passar por uma experiência como essa traz a gente para o presente, ensina a curtir coisas que às vezes não curtiríamos. Não sei se aproveitaria todos os momentos que vivi depois daquilo tão bem quanto aproveitei por causa do que aconteceu. Voltar ao esporte, estar aqui de novo jogando tênis de mesa em um lugar onde sei que estou seguro, é tranquilizador e incrível.”

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Uma vida ao redor das mesas

A relação de Heitor com o esporte começou na infância, influenciado pela família — um primo atuou como técnico da Seleção Brasileira Paralímpica de base. Desde os dez anos, os treinamentos e as viagens moldaram sua formação.

“Boa parte das experiências que vivi está ligada ao tênis de mesa. Foi por meio do esporte que tive a oportunidade de estudar onde estudo hoje. Sempre fui uma pessoa muito competitiva, dedicada e aplicada. Acho que encontrei o meu lugar”, conta. Na edição de 2025 dos Jogos da Juventude, em Brasília, ele conquistou ouro nas duplas mistas, além de dois bronzes (individual e por equipes), e teve o orgulho de ser o porta-bandeira de Mato Grosso do Sul.

Um novo olhar

Com três medalhas no currículo e a bagagem cheia de aprendizados, o sul-mato-grossense vive uma despedida especial do torneio escolar e faz questão de compartilhar sua visão com outros jovens.

“Nem sempre as coisas vão acontecer do jeito que você quer. Mas essa é a magia do esporte. Os Jogos da Juventude mostram que, com resiliência, coragem e dedicação, você se torna não só um atleta melhor, mas uma pessoa melhor. Dediquem-se e aproveitem os momentos”, aconselha Heitor, que viajou à Venezuela pensando nos próximos passos da carreira e voltou querendo aproveitar o agora.

*Com informações do Comitê Olímpico Brasileiro O post Terremoto na Venezuela muda perspectiva de jovem promessa do tênis de mesa apareceu primeiro em Olimpíada Todo Dia.

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