Tenente-coronel diz que dependência financeira da mulher era principal entrave do divórcio

 

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O tenente-coronel Geraldo Neto, réu preso pela morte da mulher, a soldado Gisele Alves Santana, afirmou em interrogatório à Polícia Civil que a dependência financeira da mulher era o principal entrave do divórcio. Ele afirmou que a esposa tinha feito empréstimos consignados e bancários para a construção de uma casa para os pais e para procedimentos estéticos.

O oficial da PM disse, ainda, que restava menos de R$ 1 mil por mês no orçamento de Gisele e que transferia cerca de R$ 2 mil mensais para a conta dela, voluntariamente.

No interrogatório, segundo o portal g1, ele afirmou que, embora os dois já quisessem se separar, Gisele disse a ele, em novembro, que não tinha condições financeiras para se manter e sustentar a filha, de outra relação.

Geraldo também afirmou que, como alternativa, conversou com colegas da assessoria da PM no Tribunal de Justiça para viabilizar um cargo para a soldado, pelo qual ela passaria a ganhar cerca de R$ 5 mil a mais por mês.

A CBN já havia antecipado que a mudança de posto de trabalho tinha saído no Diário Oficial no dia 18 de fevereiro, data em que Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no Brás, na região central de São Paulo, no apartamento do casal.

Geraldo está preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital, por feminicídio e fraude processual no caso.