'Temporal': uma reflexão urgente sobre o tempo no mundo contemporâneo, em sua última semana em cartaz no Teatro Poeirinha

 

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O espetáculo “Temporal” atravessa um mundo marcado pelo imediatismo, pela desinformação, pela crise climática e emocional, enquanto questiona o aproveitamento do tempo em meio a tudo isso. A montagem, que dialoga com a contemporaneidade, está em cartaz no Teatro Poeirinha até 26 de abril, de quinta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h. A peça é o primeiro projeto do encontro artístico entre Giovanna Nader e Vino Fragoso, que estrelam o espetáculo, com direção de Marco André Nunes e dramaturgia de Carolina Lavigne. A direção musical é de Federico Puppi, e a preparação de atores e a direção de movimento são de Laura Araújo e Toni Rodrigues, respectivamente.

A trama acompanha Hortência, que retorna à cidade onde nasceu em busca de algo que ficou em suspenso, e Hélio, que nunca saiu dali. Dono de uma rádio local, ele construiu sua vida sobre a repetição, a rotina e o controle. Entre movimento e permanência, o casal revela modos distintos de existir. Esse embate ultrapassa o campo íntimo e se projeta sobre a cidade, que entra em estado de espera diante da iminência de um temporal.

Em “Temporal”, o público é conduzido a uma experiência retrofuturista de imersão sensorial e afetiva, que convida à reflexão sobre a qualidade do tempo. "Através do lúdico a gente convida à uma reflexão sobre o tempo, talvez nossa maior riqueza em meio aos ritmos cada vez mais acelerados da vida contemporânea." , conta Giovanna Nader.

Em meio a notícias, tecnologias, ruídos e memórias, passado, presente e futuro se misturam e se confundem, enquanto os sistemas que sustentavam a ordem começam a se transformar. Nada permanece intacto: o casal, as horas, a cidade e os vínculos: tudo se altera, mesmo quando parece permanecer igual. Diante disso, eles buscam, a todo custo, encontrar um ponto de equilíbrio dentro de si e na forma como lidam com o tempo, antes que seja tarde demais.

"Nessa primeira montagem da Cia do Agora, o azul ganha força ao preencher o cenário, assinado por Vino Fragoso, com elementos clássicos e modernos em constante diálogo, potencializados pela iluminação de Renato Machado."Durante todo o processo de criação fomos intimados pelo tempo a habitar o presente. Pensar no tempo todos os dias, tem nos feito perceber melhor a vida, e se o público sair do teatro com essa sensação, nossa missão foi cumprida." explica Vino Fragoso.

Para a dramaturga Carolina Lavigne, falar sobre o tempo é falar da matéria do próprio teatro. "O teatro só existe no instante em que acontece, no presente absoluto do encontro e esse instante me interessa. Em “Temporal”, o tempo torna-se também a própria temática da peça; colocá-lo em cena me permite fabular sobre ele, criar um presente atravessado por memórias e projeções, onde passado e futuro tensionam o agora. Essa investigação nasce de um desejo e agora me traz uma enorme satisfação", destaca a autora.

"O tempo é uma das maiores preocupações do nosso presente, talvez a maior. Falta tempo para a nossa vida, para a vida no nosso planeta ou simplesmente para viver. A angústia diante do tempo que nos resta desdobra-se em muitas outras. Parece urgente, ao menos, falar sobre isso", reflete o diretor Marco André Nunes.

O que se vê e o que se ouve se entrelaçam para contar a história de um agora difícil de habitar e falar não só sobre a consciência do tempo, mas também sobre o respeito ao tempo: o tempo da natureza, o tempo da vida, o tempo da mulher, o tempo da criança, o tempo das coisas. O tempo mudou, e qual é a nossa responsabilidade nisso tudo? Assinantes garantem desconto especial para descobrir isso em “Temporal”. O espetáculo está em sua última semana em cartaz: não perca!

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"Temporal"