Tem um videocassete parado em casa? Arquivo Nacional lança campanha de doação para digitalizar acervo; veja como participar

Tem um videocassete parado em casa? Arquivo Nacional lança campanha de doação para digitalizar acervo; veja como participar

 

Fonte: Bandeira



Ao contrário do que muita gente pensa, os videocassetes não são peças de museu. Na verdade, são aparelhos indispensáveis para a preservação da cultura audiovisual brasileira. Tanto que, na semana passada, o Arquivo Nacional lançou uma campanha de doação de videocassetes para ajudar na digitalização do acervo em VHS da instituição.

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São aproximadamente 10 mil itens com registros da programação da TV brasileira, assim como a produção audiovisual de movimentos sociais e religiosos, indivíduos e famílias, ONGs, sindicatos e empresas. As fitas datam das décadas de 1980 e 1990. Para doar, é só escrever para codac.gabin@gestao.an.gov.br.

Em nota assinada por Carlos Eduardo Marconi de Carvalho, chefe do Serviço de Reformatação de Documentos Audiovisuais (SRDA), e Pablo Ferraz, coordenador de Documentos Audiovisuais e Cartográficos (CODAC), a instituição explicou ter lançado a campanha dada a dificuldade de substituir aparelhos danificados. Além de ser cada vez mais difícil encontrar peças para consertar videocassetes, adquirir aparelhos de segunda mão pode gerar entraves nos processos de licitação.

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“A campanha de doação visa não só repor aparelhos, mas também garantir peças para o que chamamos de ‘canibalizar’ equipamentos, isto é, transformar dois ou três equipamentos parados em um que funciona”, explicam os funcionários da instituição.

Para converter as fitas magnéticas para formato digital, o aparelho é conectado a uma placa de vídeo e são usados softwares específicos, como o FinalCut e o DaVinci Resolve. A digitalização permite novos usos do acervo: os vídeos podem ser reaproveitados em documentários, reportagens e séries televisivas e outros produtos audiovisuais.

O Arquivo Nacional também digitaliza o acervo de outras instituições públicas, privadas e comunitárias. Recentemente, foi preciso interromper a digitalização das fitas das Obras Sociais Irmã Dulce por falta de equipamento.

Segundo a instituição, a campanha “já é um sucesso”. Até agora, foram doados 30 equipamentos e diariamente chegam e-mails de todos os cantos do país. A recente abertura de escritórios regionais em Manaus, Porto Alegre e Salvador (além dos já existentes no Rio e em Brasília) deve facilitar o recebimento das doações. Na região metropolitana do Rio, a coleta será feita com o carro oficial da instituição, caso os doadores não puderem levar os aparelhos à sede do Arquivo Nacional, no Centro.

Se as doações excederem as necessidades do Arquivo Nacional, os equipamentos sobressalentes serão distribuídos entre instituições públicas e comunitárias que trabalham pela preservação da memória audiovisual brasileira.