Técnicos de enfermagem presos por mortes suspeitas: saiba quem são as vítimas
As mortes de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, passaram a ser investigadas pela Polícia Civil do Distrito Federal após indícios de aplicações irregulares de substâncias feitas por técnicos de enfermagem. Três técnicos de enfermagem foram presos. As informações são do site g1.
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As vítimas tinham idades, histórias e quadros clínicos diferentes, mas, segundo os investigadores, todas apresentaram piora súbita pouco antes da morte. Os óbitos ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro de 2025.
Saiba quem são as vítimas:
Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos: professora aposentada da rede pública do Distrito Federal, Miranilde Pereira da Silva morava em Taguatinga. Segundo o Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), ela atuou por anos na Regional de Ensino de Ceilândia.
João Clemente Pereira, de 65 anos: João Clemente Pereira tinha 63 anos, morava no Riacho Fundo I e era servidor público da Caesb, onde trabalhava como supervisor de manutenção.
Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos: morador de Brazlândia. Ele era funcionário dos Correios e trabalhava no Centro de Distribuição Domiciliar (CDD) da região.
O caso
Três funcionários foram presos suspeitos de matarem três pacientes no Hospital Anchieta de Taguatinga, unidade particular no Distrito Federal, em novembro e dezembro do ano passado. Em uma coletiva ontem, o coordenador da Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), delegado Wisllei Salomão, disse que não se sabe a motivação.
Um técnico de enfermagem de 24 anos teria aproveitado que o sistema do hospital estava aberto na conta de um médico, receitou um medicamento “errado”, buscou na farmácia e aplicou nas três vítimas sem consultar a equipe médica. Dois pacientes morreram no dia 19 de novembro e o terceiro em 1º de dezembro. De acordo com o delegado Salomão, o funcionário contou com a ajuda de duas colegas de trabalho.
— Ele preparou o medicamento, colocou na seringa, colocou também no jaleco para esconder e aplicou nas vítimas. Ele contou também com a conivência de outras duas técnicas de enfermagem que estavam no local no momento da aplicação. Uma ajudou a buscar essa medicação na farmácia e também estava presente no momento que foi ministrado o medicamento.
O delegado também afirmou que a polícia planeja investigar se há vítimas em outros locais onde os técnicos suspeitos de aplicar a “injeção da morte” trabalharam:
— Eles trabalharam por cerca de cinco anos em hospitais diversos, públicos e privados. Vamos fazer um levantamento com as pessoas que faleceram com características parecidas.
Dez aplicações de desinfetante em idosa
O diretor da divisão de perícias internas do instituto de criminalística da Polícia Civil, Leandro Oliveira, afirmou que a polícia ainda investiga se o criminoso sabia a senha do médico. Ele destacou, no entanto, que o acesso ao sistema do hospital ocorreu quando o profissional não estava mais no local:
— Essa resposta ainda está sendo examinada. Devemos identificar a fonte do acesso. Esse é um trabalho que não foi concluído. Estamos analisando cerca de 20 laudos. É fundamental essa reconstrução.
Além desse medicamento, o técnico de enfermagem também teria injetado desinfetante dez vezes em Miranilde com uma seringa. Todas as aplicações foram feitas no mesmo dia, depois de a idosa ter tido várias paradas cardíacas, segundo o portal g1.
A unidade médica informou que entrou em contato com as famílias das vítimas, prestando todos os esclarecimentos necessários. O caso tramita em segredo de Justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais e a identificação dos acusados.
