A jornalista e candidata ao governo do departamento de Áncash, no Peru, Susy Aponte, de 44 anos, foi assassinada a tiros neste sábado enquanto participava de um ato de campanha em um mercado no distrito de Caraz. O ataque também deixou cinco pessoas feridas, segundo a polícia. Um cidadão venezuelano foi detido. Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países A mulher percorria o mercado acompanhada de apoiadores quando foi baleada.
Quem era Susy Aponte? Susy disputava as eleições regionais marcadas para 4 de outubro. Susy Aponte: quem era a jornalista e candidata a governadora assassinada a tiros durante ato de campanha no Peru Reprodução Além da candidatura, ela mantinha o portal de notícias "China Polo Dominical", no qual publicava denúncias sobre supostas irregularidades e casos de corrupção na polícia. Há alguns dias, a jornalista havia relatado nas redes sociais que recebeu ameaças que, segundo ela, partiam de prisões.
A polícia não informou, até o momento, se as ameaças têm relação com o assassinato. Investigação sobre o assassinato As cinco pessoas atingidas pelos disparos foram levadas ao hospital regional. A polícia informou que um venezuelano foi detido após o ataque, mas não divulgou detalhes sobre sua possível participação no crime. O Júri Nacional de Eleições condenou o assassinato e cobrou rapidez na apuração: — A violência não tem lugar em uma sociedade democrática — afirmou o órgão eleitoral em comunicado. O Conselho da Imprensa Peruana, que reúne jornalistas do país, também pediu uma investigação sobre a morte da comunicadora. — É necessário esclarecer as motivações do homicídio. Outros casos de assassinatos não foram esclarecidos — afirmou a entidade em suas redes sociais. Quatro jornalistas foram mortos em 2025 Segundo a polícia, quatro jornalistas peruanos foram assassinados em 2025. O Conselho da Imprensa Peruana citou esse histórico ao cobrar o esclarecimento do caso de Aponte. A jornalista estava em campanha para as eleições regionais de 4 de outubro quando foi morta. A investigação deverá apurar a motivação do ataque e a eventual ligação entre as ameaças que ela havia denunciado e o assassinato.
O Globo