Suspeito de tentar assassinar Trump em jantar de gala nos EUA se declara inocente ao comparecer a tribunal
Um homem acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o jantar de gala anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, no mês passado, se declarou inocente nesta segunda-feira, informou a imprensa americana.
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Cole Tomas Allen, de 31 anos, compareceu a um tribunal federal na capital americana algemado nos pés e nas mãos. Ele responde a quatro acusações, entre elas tentativa de assassinato do presidente e agressão a um agente federal com uso de arma letal.
Segundo promotores, Allen avançou em 26 de abril por um posto de controle do Serviço Secreto no hotel onde era realizado o jantar da imprensa, portando armas de fogo carregadas e facas. Trump e outros integrantes do alto escalão do governo estavam em outro andar do prédio no momento do incidente.
Momento em que Trump saiu às pressas do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca após relatos de supostos tiros
Reprodução
De acordo com a CNN, durante a audiência, a defesa apresentou formalmente a declaração de inocência em nome do acusado.
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O juiz responsável pelo caso, Trevor McFadden, indicado por Trump, questionou os advogados de Allen sobre um pedido anterior para retirar a procuradora federal de Washington, Jeanine Pirro, e outros integrantes do governo do processo.
Os advogados argumentam que Pirro e outras autoridades presentes no jantar poderiam ter sido alvos do ataque e, por isso, deveriam ser afastados do caso. O advogado Eugene Ohm afirmou ainda que Pirro é “muito próxima de Trump” e pediu mais informações sobre a estrutura do escritório responsável pela acusação para avaliar se todo o gabinete deveria ser retirado do processo.
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Ohm também defendeu o afastamento do procurador-geral interino Todd Blanche, que estava presente no jantar.
McFadden demonstrou ceticismo em relação ao pedido e afirmou que remover toda a Procuradoria dos EUA em Washington “seria um pedido bastante significativo”. O magistrado solicitou que os promotores apresentem uma resposta formal e esclareçam se Pirro e Blanche podem ser considerados vítimas no caso.
A próxima audiência está marcada para 29 de junho.
(Com AFP)
