Uruguai é o único mercado que ainda suspende compras de todo o Brasil; Santa Catarina soma quatro registros da doença em três municípios do Oeste Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.
Quatorze países mantêm restrições às importações de produtos avícolas provenientes de Santa Catarina após a confirmação de focos da doença de Newcastle em granjas comerciais no Oeste do Estado. A atualização do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) mostra que, mesmo com avanços nas negociações internacionais, os produtos catarinenses continuam enfrentando barreiras em diferentes mercados.
Além das restrições direcionadas a Santa Catarina, o Uruguai mantém a suspensão das compras de todo o território brasileiro. O cenário mudou após a Malásia reconhecer a regionalização sanitária para a doença, limitando o embargo ao Estado e preservando as exportações dos demais estados brasileiros habilitados.
Segundo a atualização do Mapa, os países que suspenderam as importações de produtos avícolas provenientes de Santa Catarina são: Os cinco últimos países integram a União Econômica Eurasiática, que também aparece na relação divulgada pelo Ministério.
As restrições variam conforme as exigências sanitárias de cada mercado e não representam necessariamente o bloqueio de todas as categorias de produtos avícolas. Com a mudança de posicionamento da Malásia, o Uruguai passou a ser o único país a manter a suspensão das importações de produtos avícolas provenientes de todo o território brasileiro.
A diferença está na abrangência das medidas. Enquanto o embargo uruguaio atinge as exportações de todos os estados, os outros 14 países direcionam as restrições a Santa Catarina.
Santa Catarina soma quatro focos da doença de Newcastle em estabelecimentos avícolas comerciais, identificados em três municípios do Oeste catarinense. O primeiro registro foi confirmado em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba.
O segundo ocorreu em 24 de outubro, em Coronel Freitas, e o terceiro foi identificado em 26 de outubro, em Nova Erechim. Já o quarto foco foi confirmado em 3 de novembro, também em um estabelecimento avícola de Nova Erechim.
A detecção ocorreu durante as ações de vigilância realizadas dentro da área que já estava sob restrição sanitária. Nos três primeiros estabelecimentos, os procedimentos sanitários previstos foram adotados, e as propriedades entraram em período de vazio sanitário.
No quarto caso, as medidas de contenção também foram iniciadas pelas autoridades. Além das três cidades com registros confirmados, Águas Frias também integra a área de emergência zoossanitária decretada pelo governo federal por 60 dias.
A delimitação abrange Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A inclusão no perímetro de emergência não significa que todos os municípios tenham apresentado focos da doença.
Em cumprimento aos compromissos internacionais de saúde animal, o Mapa não autoriza a exportação de produtos provenientes dessa área de restrição. Apesar das restrições comerciais, o Ministério da Agricultura reforça que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro e não apresenta contraindicações.
O órgão mantém contato com as autoridades sanitárias dos países importadores para fornecer informações técnicas sobre as ocorrências e as medidas de controle adotadas no Brasil. O trabalho busca ampliar o reconhecimento da regionalização sanitária e contribuir para a retomada segura do comércio internacional, conforme os requisitos de cada mercado.
Victória Veiga é repórter do portal ND Mais na redação de Chapecó, de onde escreve matérias sobre o que há de mais importante no Oeste de Santa Catarina. Acompanha e assina notícias sobre segurança pública, trânsito, agronegócio e infraestrutura, cobrindo Chapecó, Concórdia, Xanxerê, São Miguel do Oeste e cidades do Meio-Oeste e Extremo-Oeste catarinense.
Formada em Jornalismo pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), atua na área desde 2024 e tem experiência em jornal impresso e digital, além de atuação na área de marketing, o que contribui para uma comunicação estratégica e multiplataforma. Leia mais ▾
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