Suprema Corte da Austrália veta mina de carvão em caso climático emblemático; entenda

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A Suprema Corte da Austrália decidiu, nesta quarta-feira, contra a expansão em larga escala de uma mina de carvão — uma decisão que, segundo ativistas, constitui a primeira resolução sobre o clima emitida pela mais alta instância judicial do país. O Tribunal Superior australiano determinou que um departamento local de planejamento "não considerou" formas de limitar as emissões provenientes da jazida que contribuem para o aquecimento global. 'Ano catastrófico': Geleiras suíças perderam 20% de massa em cinco anos, um quarto disso só em 2026 Vídeo: Tempestade de granizo com pedras de até 12 cm de diâmetro atinge Assunção e assusta moradores Os professores de ciências aposentados Wendy Wales e Tony Lonergan lutaram durante anos para impedir a expansão prevista da mina, localizada no coração rural da indústria de carvão da Austrália. Eles afirmaram que a decisão da corte superior estabelece um "precedente nacional vinculante", exigindo que os danos climáticos sejam levados em conta ao se analisarem projetos de combustíveis fósseis. "Hoje, a Suprema Corte disse o que sempre soubemos", afirmou Wales. "Não podemos extrair carvão, enviá-lo para o exterior, ver como ele impulsiona as mudanças climáticas e, depois, fingir que as consequências não têm nada a ver conosco e que não as sentiremos." Galerias Relacionadas A empresa local de recursos naturais Mach Energy havia solicitado permissão para estender a vida útil da mina de carvão a céu aberto Mount Pleasant por mais de 20 anos, até 2048. A Mach Energy argumentou que o carvão enviado e queimado no exterior não poderia ser claramente associado aos impactos ambientais sentidos no vale de Hunter, ao norte de Sydney. No entanto, ativistas ambientais discordaram, apontando que cada fração de gás de efeito estufa liberada na atmosfera aumentava a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais, inundações e secas. "Hoje, a mais alta corte do país reconheceu que essas decisões devem responder pelos danos que causam", disse Lonergan. Wales e Lonergan conseguiram barrar o projeto inicialmente nos tribunais de primeira instância do estado de Nova Gales do Sul. No entanto, a Mach Energy apresentou um recurso, o que acabou levando o caso à mais alta corte da Austrália. A Suprema Corte rejeitou, assim, o recurso da Mach em uma breve decisão por escrito. Concluiu que a comissão de planejamento do estado não considerou impor condições à mina que limitassem as emissões "na maior medida possível".

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