Professora é afastada após dizer que negros vão morrer se Flávio vencer

Professora é afastada após dizer que negros vão morrer se Flávio vencer - Foto
Fonte da notícia: Poder 360 Poder 360

Uma professora da rede municipal de Potirendaba (SP), a cerca de 450 km da capital paulista, foi afastada após dizer em sala de aula que alguns alunos morreriam caso o senador Flávio Bolsonaro (PL) fosse eleito presidente da República. As declarações foram registradas por câmeras de segurança da escola.

Durante uma aula sobre fascismo, a professora teria associado um eventual governo do senador ao regime e usado características físicas e a cor da pele dos estudantes para indicar quem sobreviveria nesse cenário. A uma aluna, disse que ela morreria por ser parda. A outro estudante, afirmou que ele tinha “um pezinho na senzala”.

Assista ao vídeo (2min42s):

📷#vídeo Professora diz que negros vão morrer se Flávio for eleito 🗣️Uma professora de uma escola em Potirendaba, no interior de SP, disse em sala de aula que os pardos, negros e pobres seriam mortos em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. Ela foi afastada do cargo. 👇Assista ao vídeo: — Poder360 (@Poder360) October 22, 2026

Em vídeo publicado nas redes sociais na 4ª feira (21.out.2026), a prefeita de Potirendaba, Gislaine Franzotti, afirmou que soube do caso por meio da mãe de uma aluna de 11 anos. Segundo ela, a menina chegou em casa chorando e apavorada após as declarações da professora. “Começou a apontar na classe quem ia morrer, quem ia viver. Uma coisa absurda, que não dá para acreditar”, declarou a prefeita. Gislaine afirmou que a prefeitura já havia protocolado uma denúncia no Ministério Público do Trabalho e que encaminharia o caso ao Ministério Público, ao Juízo da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar. A administração municipal também instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta da professora. Leia a íntegra da nota da Prefeitura de Potirendaba: A Prefeitura de Potirendaba informa que tomou conhecimento de relatos graves envolvendo a conduta de uma professora durante uma aula, em uma unidade da rede municipal de ensino. Segundo os relatos recebidos, a professora teria associado um possível futuro cenário político ao regime fascista, e proferido declarações que teriam provocado medo e abalo emocional, aterrorizando as crianças. Também foram relatadas falas de caráter discriminatório, incluindo referências direcionadas a alunos negros, situação que, se confirmada, é absolutamente incompatível com os princípios de respeito, dignidade e igualdade que devem nortear o ambiente escolar, ainda mais quando vindas de quem deveria proteger, ensinar e direcionar os alunos. A situação chegou ao conhecimento da prefeita Gislaine Montanari Franzotti após uma mãe relatar que sua filha, de 11 anos, teria retornado para casa emocionalmente abalada e chorando muito por conta do conteúdo das declarações atribuídas à professora. Diante da gravidade dos fatos, a prefeita determinou que as imagens da sala de aula fossem analisadas, instaurado procedimento administrativo para apuração rigorosa das circunstâncias, peticionado junto ao Ministério Público do Trabalho, ao Juiz da Infância e Juventude, e demais autoridades competentes para que as providências cabíveis sejam adotadas. A Prefeitura de Potirendaba não compactua com qualquer tipo de discriminação ou conduta que provoque intimidação, constrangimento ou sofrimento emocional aos estudantes. A escola deve ser um espaço de conhecimento, formação cidadã, respeito às diferenças e segurança emocional. O estudo de episódios históricos, como o Nazismo, e o Holocausto, é fundamental para a educação, mas deve ser conduzido com responsabilidade pedagógica, sem discriminação, intimidação ou utilização indevida da vulnerabilidade emocional das crianças. Por envolver menores de idade e procedimento em andamento, a Prefeitura preservará a identidade dos estudantes e divulgará novas informações no momento oportuno, respeitando a legislação vigente.

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