Entre ventilador e ar-condicionado, a escolha ideal depende da intensidade do calor: o ventilador é suficiente para noites amenas e ambientes pequenos, enquanto o ar-condicionado se torna mais vantajoso para reduzir a temperatura durante períodos prolongados de calor intenso, como os esperados com o Super El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, quando a conta de luz também pode disparar. Diante disso, o TechTudo ouviu o pesquisador do INPE, Gilvan Sampaio, sobre os impactos climáticos esperados, e o especialista em eficiência energética, Fernando Perrone, sobre como usar cada aparelho gastando menos, sem abrir mão do conforto térmico durante os meses mais quentes. Confira! 🔎 Ventilador, climatizador ou ar-condicionado: qual escolher para a sua casa? 🔔 Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Ar condicionado ou ventilador: qual a melhor opção para enfrentar o calor? Reprodução/Redes Sociais 📝Qual ar condicionado gasta pouca energia? Confira no Fórum TechTudo Super El Niño: ventilador ou ar-condicionado? Veja como se preparar para o calor sem gastar demais O que é o Super El Niño e por que ele preocupa? Como o Brasil deve ser afetado pelo fenômeno? Ventilador ou ar-condicionado: qual pesa mais na conta de luz? Em quais situações o ventilador é a melhor escolha? Quando o ar-condicionado passa a valer mais a pena? Existe um jeito de usar o ar-condicionado gastando menos? Vale a pena usar ventilador e ar-condicionado juntos? Quais eletrodomésticos são necessários para enfrentar o Super El Niño? 1. O que é o Super El Niño e por que ele preocupa? O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, acompanhado de alterações na circulação atmosférica. Essas mudanças interferem no transporte de umidade, na formação de sistemas meteorológicos e nos padrões de temperatura e chuva em diferentes partes do planeta. O termo "Super El Niño" é usado para descrever um evento de intensidade excepcionalmente elevada, mas não corresponde, por si só, a uma categoria oficial distinta do fenômeno. O que chama atenção no cenário de 2026 é a possibilidade de ocorrência de um El Niño muito forte. Na atualização de agosto, a NOAA informou que as anomalias da temperatura da superfície do mar já superavam 2 °C em áreas do Pacífico Equatorial Oriental e apontou probabilidade superior a 90% de um evento muito forte no período seguinte. Super El Niño pode provocar ondas de calor extremo em regiões do Sudeste e Centro-Oeste do Brasil Fernando Frazão/Agência Brasil No Brasil, os efeitos do El Niño não são iguais em todas as regiões. De acordo com o doutor em Meteorologia e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Gilvan Sampaio, o fenômeno costuma estar associado a temperaturas mais elevadas em grande parte do território brasileiro. No Sudeste, por exemplo, pode favorecer maior persistência de massas de ar quente e episódios de calor mais frequentes e prolongados, principalmente durante a primavera e o verão. No Centro-Oeste, há tendência de temperaturas mais elevadas, sobretudo na primavera e no verão, além de possível atraso no início do período chuvoso, o que pode aumentar o risco de queimadas. No Sul, apesar da maior frequência de chuva, as temperaturas também podem ficar acima da média em determinadas épocas. Já na parte amazônica da Região Norte e no Nordeste, além de temperaturas mais elevadas, os impactos podem se intensificar no fim da primavera e no início do verão de 2027, com possibilidade de períodos prolongados de estiagem. Chuva e raios podem ser grandes inimigos de aparelhos eletrônicos Reprodução/Edilson Dantas /O Globo "Com duração entre 12 e 18 meses, essa edição do El Niño já é considerada forte, com possibilidade de, até o fim do ano, ser classificada como de intensidade muito forte. Ainda não é possível prever detalhadamente o quanto mais quente será esse período de El Niño. No entanto, é característica do fenômeno a ocorrência de temperaturas mais altas em grande parte do país, ondas de calor, chuvas mais frequentes no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e períodos de seca nas regiões Norte e Nordeste. Por isso, é algo com que precisamos realmente nos preocupar. O calor, associado à baixa umidade, principalmente na região central do Brasil, pode impactar a saúde humana, seja pelas altas temperaturas em si, seja pela ocorrência de mais queimadas, que prejudicam a qualidade do ar", explica Sampaio. 2. Como o Brasil deve ser afetado pelo fenômeno? As projeções mais recentes indicam que o segundo semestre de 2026 e pelo menos a primeira metade de 2027 devem continuar sob influência do El Niño. O pesquisador do INPE destaca que, embora todo o período do fenômeno apresente temperaturas acima da média, a previsão é de que ele alcance uma intensidade muito forte durante a primavera e o verão, com temperaturas excessivamente altas, principalmente entre novembro e fevereiro. Entretanto, os impactos não ocorrerão de forma igual em todas as regiões, já que as previsões climáticas indicam tendências para períodos mais longos, enquanto as condições meteorológicas de cada cidade também dependem de sistemas atmosféricos de curta duração. Gilvan Sampaio explica que Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste devem sentir os impactos primeiro. Os estados mais ao sul podem registrar eventos extremos relacionados às chuvas, enquanto a região Central deve enfrentar baixa umidade, ondas de calor e maior risco de queimadas. Já o Norte e o Nordeste devem ser afetados com mais intensidade a partir do início do verão, com redução do volume de chuvas e temperaturas mais elevadas. Além das ondas de calor, El Niño também deve provocar queda na umidade do ar e estiagem em várias regiões do Brasil Ministério da Saúde O pesquisador lembra que, além dos impactos na saúde humana provocados pelo calor, o fenômeno também afeta setores econômicos, principalmente o setor elétrico. Isso ocorre devido ao aumento da utilização de aparelhos de refrigeração e climatização, o que pode impactar diretamente a conta de luz, além de aumentar o risco de eventuais falhas no fornecimento de energia, seja em decorrência de condições provocadas por chuvas e vendavais, seja pelo excesso de demanda. "Essa é outra consequência do aumento da temperatura. Então, em geral, aumenta muito o consumo de energia elétrica. Então, o setor elétrico já está se preparando também para essa maior demanda de energia ao longo dos próximos meses, principalmente para atender situações que exigem maior conforto térmico associadas ao uso de ar-condicionado e umidificadores", ressalta Gilvan Sampaio. Ventiladores podem ser usados para espantar um pouco do calor Reprodução/Foto de Delaney Van na Unsplash Nesse cenário, um período mais quente pode levar os consumidores a recorrerem com maior frequência a ventiladores e aparelhos de ar-condicionado. É justamente nesse ponto que a eficiência energética se torna importante. Temperaturas mais elevadas tendem a aumentar o tempo de funcionamento dos equipamentos utilizados para melhorar o conforto térmico, o que pode elevar o consumo de energia e, consequentemente, a conta de luz. Quanto maior a potência do aparelho e quanto mais horas ele permanecer ligado, maior tende a ser o consumo de energia. 3. Ventilador ou ar-condicionado: qual pesa mais na conta de luz? De forma geral, o ventilador consome muito menos energia do que um ar-condicionado. O diretor-geral do INEE, Fernando Perrone, explica que isso acontece porque o ventilador movimenta o ar para aumentar a sensação de conforto, enquanto o ar-condicionado precisa retirar o calor do ambiente e transferi-lo para fora. O consumo real, entretanto, depende da potência do aparelho, do tempo de funcionamento e das condições de uso. Por exemplo, um ventilador, seja de mesa, coluna, parede ou teto, possui potência entre 35 W e 150 W, o que representa um consumo entre 0,05 kWh e 0,1 kWh por hora de uso. Em um mês, considerando uma utilização média de oito horas por dia, o impacto na conta de luz pode variar de R$ 15 a R$ 25, dependendo da tarifa de energia da concessionária local. O uso consciente do ar-condicionado pode ajudar a reduzir o consumo de energia Reprodução/Freepik Já com o ar-condicionado, o cenário muda bastante. Um aparelho de 9.000 ou 12.000 BTU pode apresentar consumo elétrico muito superior ao de um ventilador, que pode chegar a ser até 50 vezes maior por hora de uso. Isso acontece devido à variedade de modelos e aos diferentes níveis de eficiência energética. Por isso, não é correto atribuir um único número a todos os aparelhos. Em uma simulação simples, um ar-condicionado de 9.000 BTU, com classificação A na etiqueta do Inmetro ou com o Selo Procel de Economia de Energia, pode gastar pelo menos 10 vezes mais energia por hora do que um ventilador utilizado nas mesmas condições. Isso ocorre principalmente em razão da potência do aparelho. Enquanto um ar-condicionado pode apresentar potência entre 800 W e 1.700 W, um ventilador geralmente não supera 150 W. Ao longo de um mês, considerando oito horas de uso por dia, o ar-condicionado sozinho pode representar mais de R$ 300 na conta de luz. Colocar o ar-condicionado em 18 °C gasta mais? Sim. Configurar uma temperatura muito baixa tende a aumentar a demanda de refrigeração, porque o equipamento precisa trabalhar por mais tempo para atingir e manter essa temperatura. O especialista do INEE afirma que cada grau a menos na temperatura do ar-condicionado aumenta em cerca de 8% o consumo de energia elétrica. Ele recomenda manter o aparelho na chamada temperatura de conforto, estimada em 23 °C. Mesmo em dias muito quentes, a recomendação é manter essa temperatura. Se houver necessidade de reduzir rapidamente a temperatura de um ambiente, o especialista orienta ligar o ar-condicionado a 23 °C alguns minutos antes de uma reunião de trabalho ou à noite, antes de dormir. Ar-condicionado com tecnologia inverter ajuda na economia Divulgação/EOS Dessa forma, mesmo que o aparelho permaneça ligado por mais tempo, trabalhar em uma temperatura de conforto tende a resultar em um consumo de energia significativamente menor do que exigir do equipamento um esforço maior para atingir temperaturas muito baixas. A recomendação, entretanto, deve ser acompanhada de um ambiente bem vedado, para evitar a entrada de ar quente e a perda do ar refrigerado. "Um exemplo que gosto muito de usar é comparar um ar-condicionado com um carro. O que gasta mais gasolina para chegar a 80 km/h? Pisar fundo no acelerador ou acelerar progressivamente até chegar à velocidade desejada? A velocidade constante gasta bem menos que o arranque imediato. O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao ar-condicionado: é melhor trabalhar com uma temperatura de conforto de maneira constante do que exigir o máximo do equipamento para atingir uma temperatura muito baixa", explica Fernando Perrone. Dependendo do modelo e nível de eficiência energética, o ar-condicionado pode ter gasto de energia até 50 vezes maior que um ventilador Imagem gerada com IA/ Nano Banana 2 4. Em quais situações o ventilador é a melhor escolha? O ventilador é especialmente interessante quando o objetivo não é diminuir efetivamente a temperatura do cômodo, mas melhorar a sensação térmica. Ele pode ser suficiente em situações como noites em que a temperatura externa está relativamente agradável; quartos pequenos; ambientes com boa ventilação; períodos em que o calor não é extremo; momentos em que existe circulação natural de ar; e situações em que o consumidor deseja reduzir o custo inicial e o consumo de energia, mesmo que isso signifique lidar com alguns momentos de calor no ambiente. O equipamento pode ser ainda mais eficiente quando utilizado em conjunto com estratégias passivas de conforto térmico, como a ventilação cruzada, principalmente nos fins de tarde e à noite, além do período da manhã, quando geralmente ocorrem brisas com temperaturas mais amenas. Ventilador provoca a movimentação do ar no ambiente tendo pouco impacto na redução da temperatura Reprodução/Ventiladores Spirit "Havendo condições técnicas na estrutura da edificação, é possível tirar proveito da ventilação natural por meio da ventilação cruzada, ou seja, garantir que o ar entre por uma abertura e saia por outra, preferencialmente oposta, no imóvel. Isso ajuda a resfriar o ambiente naturalmente e minimiza muito a necessidade de refrigeração mecânica, seja por ar-condicionado ou ventilador", explica o especialista do INEE. Outra medida que pode contribuir para a redução da temperatura interna é manter cortinas e persianas fechadas para bloquear a incidência solar, o que ajuda a reduzir a entrada de calor. Outra possibilidade é posicionar o ventilador de modo que o fluxo de ar alcance diretamente as pessoas que estão no ambiente. Isso pode aumentar a sensação de frescor sem a necessidade de resfriar todo o cômodo. Essa técnica, no entanto, é válida somente em dias do chamado "calor suportável". Em dias de calor extremo, a temperatura do ar estará mais elevada, e o ventilador poderá direcionar o ar quente para as pessoas, o que aumenta o desconforto térmico. 5. Quando o ar-condicionado passa a valer mais a pena? O ar-condicionado passa a ser uma opção mais indicada quando o objetivo é reduzir efetivamente a temperatura do ambiente, especialmente durante períodos prolongados de calor. A solução pode fazer mais diferença em quartos utilizados para dormir, escritórios e outros espaços nos quais as pessoas permanecem por várias horas. “Em situações nas quais o calor persiste por longos períodos, o ar-condicionado oferece uma vantagem importante: permite controlar diretamente a temperatura do ambiente, e não apenas movimentar o ar. Por isso, mesmo com o consumo de energia muito maior, se o usuário busca conforto térmico, o ar-condicionado consegue efetivamente reduzir a temperatura do ambiente interno”, explica o especialista em eficiência energética.
Se o objetivo é reduzir a temperatura do ambiente, o ar-condicionado é a melhor opção Reprodução/Freepik A necessidade também pode ser maior em regiões sujeitas a temperaturas elevadas e ondas de calor. Fenômenos climáticos como o El Niño podem influenciar os padrões de temperatura em diferentes áreas, embora seus efeitos variem conforme a região. Por isso, antes de decidir pela compra de um ar-condicionado, o consumidor, se possível deve buscar a avaliação de um especialista deve considerar fatores como clima local, tamanho do ambiente, exposição ao sol e tempo de utilização. “Nem sempre o aparelho mais barato é a melhor opção. Por isso, o consumidor precisa conhecer as suas reais necessidades antes de comprar um ar-condicionado. É um equipamento caro para comprar, para usar e para manter. Então, nem sempre aquela promoção da loja é a melhor escolha. Afinal, quem está vendendo não vai pagar a sua conta de luz. E, como o ar-condicionado tem uma vida útil longa, uma escolha errada hoje pode significar uma conta de energia mais alta por muitos anos”, completa Perrone. 6. Existe um jeito de usar o ar-condicionado gastando menos? Sim. O segredo não está em simplesmente ligar o aparelho por menos tempo, mas em reduzir a carga de trabalho necessária para manter o ambiente confortável. Confira, a seguir, como reduzir o consumo de energia do ar-condicionado sem abrir mão do conforto: Regule a temperatura de maneira equilibrada: evite utilizar o aparelho em temperaturas excessivamente baixas. A faixa de 23 °C é considerada a temperatura ideal para o conforto térmico; Mantenha portas e janelas fechadas: se o ambiente climatizado estiver constantemente recebendo ar quente de fora, o equipamento precisará trabalhar mais para compensar a entrada de calor; Bloqueie a incidência direta do sol: se possível use cortinas, persianas, películas adequadas e outras estratégias de proteção solar podem reduzir o aquecimento do ambiente. Quanto menor a quantidade de calor entrando no cômodo, menor tende a ser a carga de refrigeração necessária; Limpe os filtros: filtros sujos prejudicam a circulação do ar e podem reduzir o desempenho do equipamento. Segundo Fernando Perrone, sujeira acumulada no filtro pode aumentar o consumo de energia entre 10 e 15%. Por isso, a manutenção periódica é uma das recomendações recorrentes de empresas de energia e órgãos públicos; Escolha o aparelho adequado ao ambiente: um aparelho subdimensionado pode ter dificuldade para atingir a temperatura desejada em dias muito quentes. Por outro lado, simplesmente comprar um equipamento muito maior também não é uma solução universal. O dimensionamento deve considerar área, incidência solar, número de pessoas, equipamentos que geram calor e características construtivas do espaço, além dos hábitos de uso; Compare a eficiência energética antes da compra: o Inmetro disponibiliza dados de consumo e eficiência de aparelhos de ar-condicionado no Programa Brasileiro de Etiquetagem. A metodologia da etiqueta considera o consumo anual e facilita a comparação entre modelos, incluindo equipamentos com compressor inverter. Por isso, devem ser priorizados, mesmo se o custo for maior, aparelhos com a etiqueta ENCE do Inmetro com a classificação A ou com o Selo Procel de Economia de Energia, já que esses são os aparelhos mais eficientes em termos de consumo de energia disponíveis no mercado brasileiro; Use as funções de programação: se o objetivo for dormir com conforto, o timer pode evitar que o equipamento permaneça ligado desnecessariamente durante toda a madrugada. A programação também pode ser útil para ligar o aparelho pouco antes de dormir e desligá-lo depois que o período mais crítico de calor passar; Não use o modo mais potente sem necessidade: funções como turbo são úteis para resfriar rapidamente o ambiente, mas não precisam permanecer ativadas durante todo o período de uso. Depois que o cômodo atingir uma temperatura confortável, é possível utilizar um modo de operação mais adequado à manutenção dessa condição. Erros mais comuns: Colocar o ar-condicionado em temperatura muito baixa; Deixar portas e janelas abertas; Ignorar a limpeza dos filtros; Instalar equipamento inadequado para o ambiente e manter o aparelho ligado em cômodos vazios; Considerar apenas o preço de compra: um modelo barato, mas pouco eficiente e utilizado durante muitas horas, pode representar uma despesa maior ao longo do tempo. Ar-condicionado inverter e com classificação máxima de eficiência energética gastam menos eneergia Letícia Rosa/TechTudo 7. Vale a pena usar ventilador e ar-condicionado juntos? O uso combinado do ar-condicionado com o ventilador pode ser uma excelente estratégia para reduzir o consumo de energia sem abrir mão do conforto térmico. Mas essa estratégia tem limitações. O ventilador não substitui o trabalho de refrigeração do ar-condicionado, pois não retira calor do cômodo. Sua função é movimentar o ar e melhorar a sensação de conforto. A combinação pode funcionar porque o ventilador ajuda a distribuir o ar frio pelo ambiente, reduzindo áreas em que o ar permanece parado. Na prática, imagine um quarto em que o ar-condicionado está direcionado para uma área específica. O ventilador pode ajudar a levar parte desse ar para outros pontos do cômodo, melhorando a uniformidade da temperatura e, principalmente, a sensação térmica. Uso combinado do ar-condicionado com o ventilador pode ser vantajoso em algumas situações Reprodução/Redes Sociais Isso pode permitir que o usuário mantenha o ar-condicionado em uma temperatura um pouco mais alta, como 24 °C ou 25 °C, em vez de tentar atingir temperaturas muito baixas. Em algumas situações, dependendo das condições do ambiente, também pode ser possível desligar o ar-condicionado depois que o cômodo atingir uma temperatura confortável e utilizar apenas o ventilador. “A vantagem do uso combinado do ar-condicionado com o ventilador é permitir a redução do uso do ar-condicionado, que hoje é um dos grandes responsáveis pelo aumento da conta de luz dos brasileiros. Principalmente à noite, antes de dormir, pode ser interessante. Se o quarto estiver com uma temperatura confortável e não houver entrada ou perda significativa de ar frio, o ar-condicionado pode ser desligado, com o ventilador mantendo a circulação do ar durante a madrugada, quando naturalmente a temperatura externa tende a ser mais baixa”, explica Perrone. Ar condicionado e ventilador podem trabalhar juntos Reprodução/Redes Sociais Mas nem sempre o uso combinado pode ser vantajoso. Perrone cita que, durante o dia ou em locais com grande incidência solar, o conforto térmico pode ser prejudicado, já que a tendência é que o calor aumente ao longo do dia, elevando a necessidade de refrigeração dos ambientes. Isso pode ser especialmente relevante em locais de trabalho ou estudo, onde a ocupação e a incidência de equipamentos eletrônicos também podem contribuir para o aumento da temperatura interna. Portanto, a melhor estratégia é testar a combinação de acordo com as características de cada ambiente. Se o ventilador aumentar a sensação de conforto e permitir que o ar-condicionado seja regulado para uma temperatura mais alta, pode ser uma combinação interessante. Se não houver melhora perceptível no conforto, o uso simultâneo dos aparelhos pode simplesmente acrescentar consumo de energia. 8. Quais eletrodomésticos são necessários para enfrentar o Super El Niño? Não existe um único aparelho ideal para todas as casas quando o objetivo é enfrentar períodos de calor intenso. A melhor escolha depende principalmente do tipo de calor, do nível de conforto desejado, do orçamento disponível e do tempo de utilização do equipamento. Para quem tem como prioridade gastar pouco: o ventilador costuma ser a escolha inicial. Essa é uma das alternativas mais simples para melhorar a sensação térmica, com consumo de energia geralmente muito menor do que o de um ar-condicionado. Além disso, o custo de aquisição e instalação tende a ser mais baixo. O ventilador pode atender bem noites relativamente frescas, ambientes pequenos e locais que permitem uma boa circulação de ar e ventilação natural. Quando o calor é moderado, mas ocorre com frequência: também vale considerar o uso de um ventilador ou circulador de ar. Antes de recorrer ao ar-condicionado, algumas medidas podem ajudar a reduzir a sensação de calor dentro de casa. Manter as cortinas fechadas nos horários de maior incidência solar, utilizar proteção contra o sol e favorecer a ventilação cruzada são estratégias que podem melhorar o conforto térmico. Essa combinação também pode diminuir o tempo diário de funcionamento de equipamentos de refrigeração. Quando o objetivo é realmente reduzir a temperatura do ambiente: o ar-condicionado passa a ser a opção mais adequada. Em períodos nos quais a temperatura permanece elevada durante muitas horas, apenas movimentar o ar pode não ser suficiente para garantir conforto. O ar-condicionado consegue retirar o calor do ambiente e controlar de forma efetiva a temperatura. Essa característica é especialmente importante em quartos utilizados durante toda a noite, escritórios domésticos e outros espaços ocupados por longos períodos. Em situações de calor extremo: o ar-condicionado ganha ainda mais importância. Durante uma onda de calor prolongada, o ventilador pode ajudar a melhorar a sensação térmica, mas não é capaz de reduzir efetivamente a temperatura do ambiente. Nesses casos, um equipamento de ar-condicionado corretamente dimensionado oferece maior capacidade de controle térmico e pode proporcionar condições mais confortáveis durante os períodos de maior calor. Outra possibilidade: o climatizador evaporativo, que pode funcionar como uma alternativa intermediária em determinadas condições. Seu desempenho, porém, depende bastante das características do clima. Como esse tipo de equipamento utiliza a evaporação da água para produzir resfriamento, tende a apresentar melhores resultados em ambientes mais secos. Em regiões muito úmidas, o benefício pode ser menor. Para enfrentar o calor, além do orçamento, o consumidor deve avaliar as condições da edificação e o aparelho mais adequado para a situação Reprodução/TechTudo De forma geral, a escolha do eletrodoméstico para enfrentar períodos de calor intenso deve levar em conta não apenas o preço do aparelho, mas também o clima da região, o tamanho do ambiente, o tempo de uso e o nível de conforto esperado. Em situações mais amenas, o ventilador pode ser suficiente. Quando o calor se torna persistente ou extremo, o ar-condicionado tende a oferecer um controle de temperatura mais eficiente. Mais do TechTudo: Vídeo: Cool, sleep e mais: saiba qual é o melhor modo para deixar o ar-condicionado Cool, sleep e mais: saiba qual é o melhor modo para deixar o ar-condicionado
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