Sri Lanka prende ex-chefe da Inteligência por atentados de 2019 que mataram 279 pessoas
Investigadores do Sri Lanka prenderam nesta quarta-feira o ex-chefe da Inteligência do país, acusado pelos atentados do Domingo de Páscoa de 2019, que mataram 279 pessoas, informou a polícia.
O major-general reformado Suresh Sallay foi capturado ao amanhecer em um subúrbio da capital, acrescentou a polícia.
- Ele foi preso por conspiração e cumplicidade nos atentados do Domingo de Páscoa - disse um investigador.
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Sallay, que foi promovido a chefe do Serviço de Inteligência do Estado (SIS) em 2019, após Gotabaya Rajapaksa se tornar presidente, foi acusado de participar dos atentados suicidas coordenados, o que ele nega.
A emissora britânica Channel 4 noticiou em 2023 que Sallay tinha ligações com terroristas islâmicos e havia se encontrado com eles antes dos ataques.
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Um denunciante contou à emissora que permitiu que os ataques acontecessem para influenciar as eleições presidenciais daquele ano a favor de Rajapaksa.
Dois dias após os ataques, Rajapaksa anunciou sua candidatura e venceu as eleições de novembro com uma vitória esmagadora, após prometer erradicar o extremismo islâmico.
Rajapaksa deixou o poder depois que uma revolta social em 2022 o forçou a fugir do país.
Após os ataques contra três igrejas e três hotéis, as autoridades culparam um grupo jihadista local, e Sallay também foi acusado de orquestrá-los.
Mais de 500 pessoas ficaram feridas nos ataques, que também mataram 45 estrangeiros e prejudicaram gravemente a lucrativa indústria do turismo do país.
