Sistema Muralha PaulistaDivulgação/Governo de SP O governo de São Paulo abriu uma nova licitação para expandir as tecnologias do Muralha Paulista, programa estadual de segurança através do monitoramento por câmeras com reconhecimento facial. A estimativa é que sejam gastos R$ 35 milhões, valor calculado com base em custos da empresa chinesa Dahua, dona da plataforma que é usada pelo sistema.
O edital foi publicado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e revelado pelo UOL.O Muralha Paulista, comparável ao Smart Sampa da capital, atende hoje 600 municípios. A tecnologia de análise de dados e reconhecimento facial atualmente em uso foi adquirida em janeiro deste ano, por R$ 1,5 milhão.As propostas da licitação começaram a ser enviadas na última terça-feira (3), e o julgamento das aquisições está marcado para o dia 13 de novembro.
De acordo com a SSP, o orçamento exato está temporariamente sob sigilo.O que mudaAtualmente, o sistema pode reconhecer até 300 faces por segundo em 256 canais simultâneos de transmissão das câmeras. Com a ampliação, a capacidade sobe para 400 faces por segundo, e o número de canais dobra, chegando a 512; na prática, o dobro de telas poderá exibir em tempo real as imagens captadas pelas câmeras.
O edital também prevê aumento de um terço na capacidade de processamento de imagens.Segundo a SSP, o projeto vai além do processamento e dos canais de vídeo. A pasta informou que a base facial passará de 6 milhões para até 31 milhões de registros e que serão acrescentados quase 2 petabytes de armazenamento ao sistema, além de equipamentos, licenças e sistemas de reserva para reduzir o risco de interrupções.
A secretaria também afirmou que a expansão incluirá registros da Polícia Civil na base de dados faciais, ideia que, até hoje, não saiu do papel.O pagamento do contrato será feito em parcela única, mas o acordo inclui assistência técnica e monitoramento por cinco anos. A secretaria argumenta que a diferença de valor em relação ao contrato de janeiro deve “considerar essas diferenças de escopo e prazo”, já que o acordo atual não prevê assistência técnica nem garantia.Sistema da capital paulista já apresentou falhasO Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras com reconhecimento facial que é utilizado na cidade de São Paulo, apresentou falhas de acesso no mês de outubro.
O assunto se popularizou após a repercussão de uma denúncia que alegava vazamento de informações sigilosas.De acordo com a publicação, cerca de 58 mil câmeras ficaram acessíveis na internet por aproximadamente 11 meses, e as imagens captadas pelo sistema poderiam ser vistas por pessoas sem autorização; as câmeras estavam localizadas em ruas, escolas, creches e até mesmo hospitais.A Prefeitura confirmou o vazamento em nota e afirmou que a plataforma de dados ilegais foi retirada do ar.Após a revelação, a Prefeitura de São Paulo afirmou ter endurecido as regras de acesso à plataforma.
Entre as medidas citadas estão senhas exclusivas dadas a cada usuário, autenticação em dois fatores e envio de códigos por SMS para a criação de novas senhas individuais.
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