Sóstenes diz que PT usa saúde e educação para cobrir “gastança”

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Líder do PL na Câmara acusa governo Lula de priorizar o equilíbrio fiscal em detrimento dos serviços públicos e critica a gestão petista O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), acusou o governo do presidente Lula (PT) de utilizar recursos das áreas de saúde e educação para equilibrar as contas públicas e abrir espaço no Orçamento do próximo ano.

Em publicação no X nesta segunda-feira, 2, o parlamentar criticou o que chamou de inversão de prioridades do governo. Sóstenes citou as filas do Sistema Único de Saúde (SUS), a falta de aulas para crianças e a desvalorização dos professores como exemplos do que considera negligência com os serviços públicos.

“Enquanto o povo espera meses na fila do SUS, enquanto crianças ficam sem aula e professores sem valorização, o PT usa o dinheiro da saúde e da educação para fechar as contas da gastança e abrir espaço no orçamento do ano que vem”, escreveu. Na sequência, o deputado afirmou que a estratégia não representa gestão pública e acusou o partido de contrariar o discurso de defesa da população mais pobre.

“Isso não é gestão. É mentira.

É prioridade invertida. É o povo pagando a conta da irresponsabilidade de quem se diz ‘do lado dos mais humildes’”, acrescentou.

A crítica ocorre em meio às discussões sobre o aperto fiscal previsto para 2027. A proposta de Orçamento enviada pelo governo ao Congresso reserva 272,2 bilhões de reais para a saúde e 141,2 bilhões de reais para a educação.

Apesar das dotações previstas, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, avalia que o governo poderá enfrentar dificuldades para cumprir a meta fiscal e estima a necessidade de congelar pelo menos 35,7 bilhões de reais em despesas ao longo do próximo ano. A equipe econômica também discute medidas para acomodar compromissos do próximo ano, incluindo a necessidade de remanejar pelo menos 20 bilhões de reais e buscar outros 10 bilhões de reais em economia.

Entre as alternativas em análise estão o contingenciamento temporário de despesas e mudanças nas regras de cálculo do piso da saúde.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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