A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) inaugurou, nesta terça-feira, o supercomputador, nomeado de “Soberano”, que utiliza Inteligência Artificial (IA) para analisar grandes quantidades de imagens e dados sobre o território brasileiro. Instalado no Instituto de Geociências (IGC), no campus Pampulha, em Belo Horizonte, o equipamento pode ser usado no combate ao desmatamento e à mineração ilegal.
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Segundo a Universidade, o nome do equipamento foi inspirado no esforço dos pesquisadores para desenvolverem a tecnologia brasileira para processamento de informações sobre o território. O Soberano dispõe da mesma geração de tecnologia que treina os grandes modelos de IA no mundo.
Nome do equipamento faz referência ao esforço de se desenvolver tecnologia brasileira Raphaella Dias | UFMG
A Escola de Engenharia da universidade também recebeu uma nova tecnologia: a Câmera Hiperespectral Hyper-cam Mini XLW, que processa e analisa dados de luz que os olhos humanos não conseguem distinguir. Hoje, existem apenas três exemplares no mundo.
A Universidade destaca que os dois equipamentos serão usados no combate ao desmatamento e à mineração ilegal, no monitoramento ambiental, na criação de respostas a inundações e deslizamentos e na vigilância de fronteiras e planejamento estratégico militar do país. “Tanto o supercomputador quanto a câmara hiperespectral foram adquiridos no âmbito da chamada dos Centros temáticos da Finep em 2023, por meio do projeto Extração de geoiformação com o uso de inteligência artificial para aplicações duais: defesa e ambiente (GeoIDE).
A UFMG é a executora do projeto, que tem co-execução do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Direção-Geral dos Serviços Geográficos (DSG), órgão de apoio técnico-normativo do Exército Brasileiro”, explicou a Universidade. Com os equipamentos no âmbito do projeto GeoIDE, o objetivo é usar a IA para automatizar a extração de informações geográficas a partir de imagens de satélite, radares, drones e sensores.
A medida visa acelerar a produção de cartas na escala 1:25.000, utilizadas nos planejamentos municipais, na gestão de bacias hidrográficas e na prevenção de desastres. *Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão
O Globo