Silicone após emagrecimento: o que é o 'rippling' citado por Marcela Mc Gowan
Após comentar nas redes sociais uma mudança percebida nas próprias próteses de silicone depois de um processo de emagrecimento, Marcela Mc Gowan abriu espaço para uma discussão que costuma surgir com frequência entre mulheres que passaram por variações significativas de peso. A médica relatou que identificou um quadro conhecido na cirurgia plástica como "rippling", caracterizado por ondulações visíveis ou palpáveis na região das mamas.
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Em seu relato, Marcela explicou o que notou no próprio corpo e como a alteração passou a ficar mais evidente com a perda de gordura.
"Meu silicone aconteceu algo chamado rippling, que é quando ele tipo enruga na lateral. Como eu emagreci muito, fica muito evidente. Não tem risco nenhum, mas, para resolver, só com cirurgia", disse. No momento, ela afirmou não considerar uma nova intervenção, já que está focada nos preparativos para o casamento com a cantora Luísa Martins.
O tema, comum na rotina de consultórios de cirurgia plástica, foi explicado pelo médico Carlos Tagliari, que observa a relação direta entre mudanças corporais e a aparência dos implantes. Segundo ele, o fenômeno tende a ser mais frequente em pacientes com menor cobertura de tecido adiposo.
"O rippling acontece quando a prótese fica mais aparente por baixo da pele, criando pequenas ondulações que podem ser vistas ou sentidas. Isso é mais frequente em pacientes muito magras ou que emagrecem rápido, porque diminui a camada de gordura que ajudava a camuflar o implante", explica.
Tagliari ressalta que, embora possa causar incômodo estético, a condição não está associada a riscos clínicos. O impacto costuma ser mais subjetivo, ligado à percepção corporal e à autoestima.
"Não significa que a prótese rompeu ou que exista algo grave acontecendo. Na maioria das vezes, é uma questão visual mesmo. O incômodo maior costuma ser na autoestima da paciente", afirma.
A conduta, segundo o especialista, varia conforme cada caso, já que não há uma solução única para o problema. A avaliação individual é determinante para definir a abordagem mais adequada.
"Existem situações em que conseguimos melhorar trocando o plano da prótese, escolhendo outro formato ou associando enxerto de gordura para dar uma cobertura maior. Cada paciente precisa ser avaliada de forma individual, porque não existe uma solução única", acrescenta.
O relato de Marcela também dialoga com um movimento crescente nos consultórios: pacientes que fizeram procedimentos estéticos no passado e, anos depois, reavaliam escolhas diante de transformações no corpo, como emagrecimento ou gestação. Para o médico, essa revisão está cada vez mais acompanhada de uma busca por naturalidade e adequação ao momento atual da vida.
"Hoje as pacientes chegam muito mais informadas e conscientes. Muitas vezes não é uma busca por aumentar volume, mas por naturalidade, conforto e harmonia com a fase atual da vida", finaliza.
