Setor financeiro amplia interesse por escritórios flexíveis e acompanha transformação do mercado corporativo

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Fonte da notícia: Valor Valor

Bancos, financeiras e empresas de serviços financeiros estão entre os segmentos que vêm demonstrando maior interesse por escritórios e espaços corporativos flexíveis, segundo percepção da Be In, empresa especializada em escritórios sob medida e soluções de workspace. O movimento acompanha as transformações na forma como as instituições organizam suas operações, estruturam equipes e definem suas necessidades de infraestrutura física, em um cenário marcado pela digitalização dos serviços e pela busca por maior eficiência operacional. A mudança ocorre em paralelo à transformação tecnológica do setor bancário brasileiro. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte, os investimentos dos bancos em tecnologia devem alcançar R$ 50,4 bilhões em 2026, alta de 8% em relação ao ano anterior. O avanço de soluções digitais, inteligência artificial e serviços baseados em dados vem modificando as operações das instituições e ampliando a necessidade de estruturas capazes de acompanhar novas configurações de equipes e modelos de trabalho. Para Nikolas Matarangas, fundador da Be In, a procura por espaços flexíveis reflete uma mudança na maneira como as empresas do setor financeiro planejam sua presença física. "Estamos percebendo um interesse maior de empresas financeiras por estruturas que ofereçam flexibilidade sem abrir mão de uma imagem corporativa sólida e de uma infraestrutura adequada. São organizações que precisam acompanhar as mudanças do negócio e, muitas vezes, querem ter mais liberdade para dimensionar suas operações sem assumir todos os custos e compromissos de um escritório tradicional", afirma. A digitalização dos serviços bancários ajuda a contextualizar esse cenário. De acordo com dados divulgados pela Febraban, com base em sua pesquisa de tecnologia bancária, 83% das 240,8 bilhões de transações bancárias realizadas no Brasil em 2025 ocorreram por canais digitais. Embora a expansão desses canais tenha transformado a relação entre instituições e clientes, ela não elimina a necessidade de espaços físicos. Os escritórios continuam desempenhando funções relacionadas à colaboração entre equipes, às reuniões, ao relacionamento comercial e à integração de profissionais. Nesse contexto, os modelos flexíveis podem atender a diferentes necessidades das instituições financeiras, desde a instalação de equipes administrativas e comerciais até a criação de estruturas de apoio, escritórios regionais e espaços para projetos específicos. A possibilidade de contratar ambientes prontos ou personalizados também permite reduzir a necessidade de investimentos iniciais em obras, mobiliário, tecnologia e operação, além de facilitar ajustes na estrutura conforme a evolução das atividades. "A flexibilidade é importante porque as necessidades de uma empresa não são estáticas. Uma instituição pode precisar ampliar uma equipe, estabelecer presença em uma nova região ou criar uma estrutura para atender determinado mercado. O modelo de ocupação precisa acompanhar essa dinâmica, permitindo que a empresa concentre seus recursos na operação e tenha uma infraestrutura compatível com seus objetivos", explica Matarangas. O movimento também se relaciona à importância estratégica da localização. Para empresas financeiras, estar próximo de clientes corporativos, parceiros, fornecedores e outros agentes do mercado pode facilitar reuniões e atividades comerciais. Ao mesmo tempo, a escolha de uma região precisa considerar fatores como mobilidade, acesso a serviços, disponibilidade de infraestrutura e custos de ocupação. Em mercados corporativos consolidados, como o de São Paulo, essa demanda se reflete na movimentação dos espaços de alto padrão. Levantamento do Secovi-SP em parceria com a CBRE apontou o setor financeiro como o principal tomador de escritórios corporativos na capital paulista no primeiro trimestre de 2026. O dado oferece um exemplo regional de como as necessidades imobiliárias das instituições financeiras se conectam à dinâmica do mercado corporativo. A busca por novas configurações de espaços de trabalho também acompanha mudanças mais amplas no planejamento imobiliário das empresas. Em vez de considerar apenas a metragem necessária para acomodar funcionários, organizações têm de avaliar como a estrutura física pode atender às atividades realizadas presencialmente, à colaboração entre áreas e ao relacionamento com clientes e parceiros. Para a Be In, esse cenário abre espaço para soluções que combinam infraestrutura corporativa, personalização e flexibilidade contratual. "Mais do que escolher entre um escritório tradicional e o trabalho remoto, as empresas estão avaliando qual estrutura faz sentido para cada etapa da operação. Os espaços flexíveis podem funcionar como sede, extensão de uma estrutura existente ou ponto de apoio para equipes que precisam estar próximas de determinados mercados", conclui Matarangas. A Be In atua com escritórios sob medida, coworking e soluções corporativas flexíveis para empresas de diferentes portes e segmentos, com estruturas que buscam atender às necessidades de cada operação e acompanhar as transformações do mercado de trabalho.

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