Sete suspeitos de ligação com o Comando Vermelho são presos em operação policial no interior de SP
Uma operação militar das forças de segurança de São Paulo prendeu neste sábado sete pessoas em Bananal (SP) suspeitas de manterem ligações com o Comando Vermelho (CV), facção criminosa do Rio de Janeiro em expansão que disputa territórios pelo país com o Primeiro Comando da Capital (PCC), de origem paulista. A ação policial também apreendeu porções de drogas.
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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, além da prisão de seis homens e uma mulher, foram cumpridos quatorze mandados de busca e apreensão. Em um dos endereços buscados, foram encontrados 30 pinos de cocaína cheios e outros 50 vazios, além de um rádio transmissor e celulares. A operação, denominada "Red Horse" (cavalo vermelho, traduzido do inglês), mobilizou 37 policiais civis, com apoio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Cruzeiro. A Polícia Militar de Bananal também participa das diligências.
Como mostrou o GLOBO, apesar de ter como origem o RJ, o CV tem se espalhado pelo país e atraído bandidos de outros estados. A constatação foi feita por policiais que atuaram na megoperação contra a facção criminosa em outubro do ano passado, que deixou ao menos 121 mortos. Ao entrarem nas comunidades controladas pelo grupo, agentes também se depararam com a resistência de criminosos de outras regiões do Brasil, que vieram para o Rio em busca de abrigo nas favelas e passaram a reforçar o “exército” do tráfico carioca, principalmente nas áreas de mata.
Dos 113 presos ao final da ação, pelo menos 33 eram de fora do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil. Em um levantamento interno, a corporação identificou a origem de 28 deles: 18 da Bahia, três de Pernambuco e quatro do Pará. Outros três foram reconhecidos como vindos de Santa Catarina, Espírito Santo e Maranhão. Além disso, entre os fuzis apreendidos pelas forças de segurança, pelo menos dois tinham a inscrição CV AM (Comando Vermelho do Amazonas) e outro trazia a marca “Tropa de Manaus”.
