Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios (SP-99)Reprodução/Tamoios A Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios, ligação entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte de São Paulo, tem cinco pontos com risco de deslizamentos de terra, segundo levantamento da Defesa Civil de Caraguatatuba. O relatório aponta áreas de erosão e instabilidade no terreno e propõe obras para reduzir a possibilidade de escorregamentos, principalmente durante períodos de chuva intensa.O documento foi elaborado após uma sequência de interdições preventivas da rodovia em setembro, quando o trecho ficou fechado três vezes em apenas cinco dias devido ao volume de chuva. De acordo com a Defesa Civil, quatro dos cinco locais identificados foram classificados como críticos.Entre as medidas recomendadas estão obras de contenção de encostas, instalação de canaletas e estruturas para conduzir a água da chuva, além da aplicação de revestimentos para ajudar a estabilizar o solo.Segundo a Prefeitura de Caraguatatuba, o relatório foi encaminhado ao Governo de São Paulo e ao Ministério Público.Quais são os pontos de risco na Serra Antiga?O levantamento identificou trechos que exigem atenção nos quilômetros 71, 73,5, 74 e 81,5 da Serra Antiga da Tamoios. As áreas apresentam sinais de erosão ou condições de instabilidade que podem favorecer o deslocamento de terra.Embora o relatório mencione cinco pontos de risco, os locais são agrupados em quatro referências quilométricas, já que pode haver mais de uma área vulnerável em um mesmo trecho.O coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, capitão Oduvaldo Romano, explicou que os locais vistoriados apresentam fragilidades que podem resultar em escorregamentos.A presença desses pontos não significa que um deslizamento ocorrerá necessariamente, mas indica a necessidade de monitoramento e de medidas para diminuir os riscos, sobretudo quando há chuva volumosa.Quais obras são recomendadas?O relatório sugere intervenções para reforçar as encostas e controlar a água que chega ao solo. Entre as medidas apontadas estão:Contenção de taludes: estruturas destinadas a aumentar a estabilidade de terrenos inclinados e reduzir o risco de desmoronamentos.Instalação de canaletas: sistemas que ajudam a direcionar a água da chuva e evitar que ela provoque erosão.Construção de escadas hidráulicas: estruturas que conduzem a água por trechos inclinados, reduzindo a velocidade do escoamento.Revestimento do terreno: aplicação de materiais, incluindo concreto em pontos indicados, para proteger áreas vulneráveis e auxiliar na estabilização do solo.As intervenções têm como objetivo reduzir a possibilidade de movimentação de terra e diminuir a exposição dos usuários da rodovia a situações de perigo.Segundo a Defesa Civil, parte dos problemas identificados já era conhecida pela concessionária responsável pela estrada e pelo governo estadual, tendo sido mencionada em relatórios e vistorias anteriores.Por que a Serra Antiga é interditada quando chove?O fechamento preventivo da Serra Antiga ocorre quando o acumulado de chuva ultrapassa 100 milímetros em até 72 horas, conforme o protocolo citado no levantamento. O procedimento busca reduzir o risco de acidentes em um trecho de serra sujeito a instabilidades do terreno.Chuvas intensas podem encharcar o solo, aumentar seu peso e diminuir a resistência de determinadas encostas. Quando a água se acumula ou escoa de forma inadequada, também pode provocar erosão e contribuir para o deslocamento de terra.Por isso, a interdição pode ser determinada mesmo sem um deslizamento em andamento: a medida é preventiva e procura evitar que motoristas sejam surpreendidos por ocorrências durante a passagem pelo trecho.Em setembro, a Serra Antiga foi interditada três vezes em cinco dias por causa das condições de chuva. Os episódios voltaram a chamar a atenção para a segurança da ligação rodoviária entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte.Interdições afetam cidades do Litoral NorteAlém dos impactos para os motoristas, os fechamentos da Serra Antiga podem afetar serviços e atividades econômicas da região. Segundo o coordenador da Defesa Civil de Caraguatatuba, as consequências incluem dificuldades para o transporte de cargas e reflexos nas áreas de saúde, educação e comércio.A rodovia é uma ligação importante para o deslocamento de moradores, trabalhadores, turistas e mercadorias. Quando o tráfego é interrompido, viagens podem ficar mais demoradas, e o transporte de produtos e o acesso a serviços podem sofrer alterações.As interdições preventivas, por outro lado, são adotadas para preservar a segurança diante das condições identificadas no monitoramento.O que dizem a concessionária e a Artesp?Em nota, a Concessionária Tamoios afirmou que as interdições são definidas com base em estudos técnicos e validadas pelas autoridades competentes.A empresa informou que, horas antes do fechamento efetivo da Serra Antiga, é acionado um grupo de crise composto pela concessionária, pelas Defesas Civis estadual e municipais, pelo Corpo de Bombeiros, pela Polícia Militar Rodoviária, pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e por outras instituições.A concessionária também declarou que a população é informada previamente sobre os bloqueios e que todas as obras previstas no contrato de concessão foram executadas, além de outras intervenções identificadas pela própria empresa como necessárias.Já a Artesp afirmou que, até o momento, não identificou descumprimento contratual relacionado à Rodovia dos Tamoios. A agência também informou ter conhecimento do protocolo de monitoramento e alerta operacional utilizado para decidir sobre o fechamento da Serra Antiga.A Prefeitura de Caraguatatuba informou que encaminhou o relatório ao governo estadual e ao Ministério Público.
Serra da Tamoios tem 5 pontos de risco de deslizamento de terra
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