Foco de Newcastle deve ter impacto limitado sobre vendas da MBRF e JBS, avalia J.P. Morgan

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Fonte da notícia: Globo Rural Globo Rural

O mais recente foco da Doença de Newcastle no Brasil, confirmado em uma criação comercial de perus em Nova Itaberaba (SC), deverá ter impacto limitado para os principais frigoríficos que atuam na produção e venda de carne de aves na região. A avaliação é feita pelo J.P. Morgan.

Segundo estimativas da instituição, Santa Catarina responde por cerca de 10% a 20% das exportações de carne de frango da MBRF e da JBS/Seara. Em relatório, o J.P. Morgan projetou que os prejuízos às vendas das companhias serão menores em relação àqueles registrados em julho de 2024, período do último surto da doença no país.

“Desta vez — a menos que ocorra um surto de grande escala —, acreditamos que o impacto possa ser ainda menor, uma vez que diversos países alteraram seus protocolos de restrição, passando a adotar critérios baseados em um raio geográfico, em vez de proibições em nível nacional ou estadual”, escreveu o J.P. Morgan no documento.

Leia também Doença de Newcastle: veja ações após foco confirmado em Santa Catarina Doença de Newcastle pode atingir humanos? Saiba o que é e quais os sintomas É seguro comer carne de peru? Veja o que se sabe sobre foco da doença de Newcastle A instituição ainda lembrou que quando houve o último surto de Newcastle no Brasil, no município de Anta Gorda (RS), a maior parte das restrições de importadores de produtos avícolas levou um mês para ser suspensa, enquanto alguns países mantiveram bloqueios em nível local ou estadual por mais alguns meses.

De modo geral, o J.P. Morgan avaliou que o impacto nas operações da JBS e da MBRF foi, na época, menos severo do que se temia inicialmente. As exportações brasileiras de carne de frango caíram 100 mil toneladas no mês em que as restrições vigoraram, mas apresentaram recuperação logo em seguida.

Além disso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de ambas as companhias não sofreu impacto material, dada a retomada das exportações. No caso da MBRF, que à época ainda era BRF (antes da fusão com a Marfrig), o Ebitda internacional avançou de R$ 1,49 bilhão no segundo trimestre de 2024 para R$ 1,63 bilhão no trimestre imediatamente posterior , com margem subindo de 21% para 22,3%. Na ocasião, unidades da BRF no Rio Grande do Sul foram afetadas por restrições de importações chinesas que permaneceram até janeiro de 2026. Sobre o desempenho financeiro da JBS, o J.P. Morgan disse que o Ebitda da empresa não sofreu impacto material no episódio de Doença de Newcastle de 2024. Já o Ebitda da Seara avançou de US$ 387 milhões no segundo trimestre de 2024 para US$ 461 milhões no terceiro trimestre daquele mesmo ano, com margem de 17,4% para 21%. A instituição financeira lembrou que unidades da JBS no Rio Grande do Sul também foram afetadas pelas restrições prolongadas da China aplicadas aos produtos avícolas brasileiros.

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