Senadora colombiana é sequestrada em área controlada por guerrilheiros
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, informou que a senadora indígena Aida Quilcué foi sequestrada nesta terça-feira em uma área controlada por guerrilheiros no sudoeste da Colômbia, em meio a uma onda de violência que tem abalado a campanha eleitoral a três meses das eleições presidenciais.
Pré-candidato baleado: O que se sabe sobre a tentativa de assassinato de Miguel Uribe?
'Resultados expressivos': EUA celebram operação contra tráfico na Colômbia, mas usam imagem de ação da Força Aérea Portuguesa
A política de 53 anos foi sequestrada em seu departamento natal, Cauca, uma região produtora de coca assolada por conflitos e controlada por dissidentes das FARC que romperam o acordo de paz de 2016.
— Se não a libertarem, será um grito de guerra contra todos os povos indígenas de Cauca e do país. Espero que isso seja resolvido rapidamente — disse o presidente, "porque, caso contrário, terão cruzado uma linha vermelha".
Petro contou que a senadora foi "interceptada à 1h da manhã no horário local (3h em Brasília). Quilcué pertence ao movimento governista Pacto Histórico, que levou um presidente de esquerda ao poder pela primeira vez em 2022 com Petro.
O presidente afirmou ainda que escapou de uma tentativa de assassinato enquanto viajava de helicóptero, após meses de alertas sobre um suposto plano de narcotraficantes para matá-lo.
O líder de esquerda declarou que, na noite de segunda-feira, não conseguiu pousar no departamento de Córdoba, na costa caribenha da Colômbia, porque "temia" que "fossem atirar" na aeronave em que viajava.
— Voamos sobre mar aberto por quatro horas e acabei onde não deveríamos estar — disse Petro, "escapando por pouco de ser morto".
Ele fez essas declarações durante uma reunião com ministros transmitida ao vivo, em meio a uma
Initial plugin text
No sábado, o senador Miguel Uribe, pré-candidato à Presidência da Colômbia, foi baleado durante um evento de campanha, em Bogotá, capital do país. Ele passou por uma cirurgia após chegar em "estado crítico" a uma clínica, informou neste domingo o prefeito da cidade.
Uribe, que é dirigente do principal movimento de direita do país e opositor de Petro, foi atingido com dois tiros na cabeça e outro no joelho. Vídeos mostram que ele discursava no momento em que são ouvidos os disparos. As autoridades afirmaram ter apreendido um menino de 14 anos, que seria o responsável pelos disparos, mas disseram estar em busca do mandante do crime.
Um novo boletim médico, divulgado nesta segunda-feira, sobre o estado de saúde do pré-candidato aponta que o senador permanece em "estado crítico" e que tem apresentado "pouca resposta" ao tratamento até o momento. Em uma publicação nas redes sociais, a esposa de Uribe, María Claudia Tarazona, pediu orações pelo marido e afirmou que o marido "precisa de um milagre".
*Em atualização
