O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado Federal, expressou preocupação nesta (5.nov.2026) com a crise política no Paraguai decorrente da renúncia de Santiago Peña (Partido Colorado, direita). O congressista questionou os possíveis impactos sobre os brasileiros que vivem no país vizinho e anunciou que vai buscar informações junto ao Itamaraty e à Embaixada do Paraguai no Brasil.
Cerca de 270 mil brasileiros residem no Paraguai. Para Trad, como a comunidade mantém vínculos familiares, profissionais e econômicos com o Brasil, os possíveis reflexos da crise podem afetar o grupo.
“Respeitamos a soberania e as instituições paraguaias. Nosso papel é acompanhar os desdobramentos que possam afetar os interesses brasileiros e trabalhar para preservar e fortalecer a relação de cooperação entre os 2 países”, afirmou Trad.
Na avaliação do senador, a crise também levanta questões sobre os impactos nas relações comerciais e nos investimentos bilaterais. Na presidência da comissão, ele afirmou que vai acompanhar os desdobramentos que possam afetar os interesses brasileiros e trabalhar para preservar a cooperação bilateral.
CRISE NO PARAGUAI Santiago Peña anunciou nesta 5ª feira (5.nov.2026) sua renúncia ao cargo.
A decisão foi anunciada depois do colapso do Ueno Bank, o maior banco digital do país, o que fez com que parte dos congressistas do país pedissem o impeachment do presidente. A Câmara dos Deputados do país aprovou por unanimidade o julgamento de impeachment contra o mandatário –mesmo com a sua renúncia.
Os opositores ao governo defendem que Peña seja formalmente retirado do cargo antes de deixá-lo, para que perca o foro privilegiado. O político assumiu o governo do Paraguai em 2023.
Foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025. Senadores da oposição solicitaram a convocação de uma sessão extraordinária do Senado para tratar exclusivamente do julgamento de Peña.
O pedido foi apresentado após a Câmara aprovar a acusação contra o presidente e solicita que a Casa Alta exerça suas atribuições constitucionais no processo. Agora, o nome mais provável para assumir a presidência do país é o do vice-presidente Pedro Alliana (Partido Colorado).
A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou o pedido de impeachment contra ele.
Poder 360