Com Lula (PT) reeleito e impossibilitado de concorrer em 2030, aliados do ministro Flávio Dino defendem que ele deixe o STF e volte para a política a fim de ser candidato à Presidência nas próximas eleições. A leitura dos aliados de Dino é de que o ministro do Supremo teria tudo para ser o sucessor de Lula.
A avaliação é de que o PT não teria, hoje, nomes com o mesmo peso político que o magistrado para suceder o petista. O presidente Lula e o ministro da Justiça, Flávio Dino
O ministro Flávio Dino postou em sua conta do X, nesta quarta-feira (31/1), as publicações feitas no Diário Oficial da União que oficializam a saída dele do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, junto com a nomeação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal
Aliados de Dino lembram que o ministro já fez esse caminho ao deixar a magistratura em 2006 para se candidatar a deputado estadual. Desde então, também se elegeu governador duas vezes e senador, ambos no Maranhão.
Dino deixou a política novamente em fevereiro de 2024, quando assumiu uma vaga de ministro do Supremo por indicação de Lula. A ida dele para a Corte foi vista no PT como uma forma de tirá-lo da política.
Com Lula agora fora do jogo eleitoral daqui a quatro anos, aliados de Dino defendem que o magistrado deixe a Corte perto de 2030 para tentar se viabilizar como candidato ao Palácio do Planalto no próximo pleito. O nome do ministro, contudo, certamente enfrentará resistência em alas do PT.
Para petistas, o partido tem nomes para suceder Lula. Entre eles, o senador Camilo Santana (PT-CE) e o governador Rafael Fonteles (PT-PI).
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