'Sem corrupção, o PCC não existe', diz Lincoln Gakiya 20 anos após o Salve Geral
Em entrevista ao CBN São Paulo, o promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, comenta os 20 anos do Salve Geral do PCC e como a facção expandiu sua atuação nas últimas duas décadas. Da influência fora dos presídios ao interesse crescente no mercado das BETs, Gakiya analisa a evolução do crime organizado e os desafios atuais no combate à facção.
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A conversa vai ao ar 20 anos depois que o PCC enfrentou o estado de São Paulo por causa da transferência de 765 líderes presos para uma penitenciária no interior. No dia 15 de maio de 2006, a facção anunciou um toque de recolher, que obrigou a população paulista a se trancar dentro de casa, e matou 59 agentes das forças de segurança. Nos dias seguintes, houve revide policial. Uma guerra foi deflagrada, com 564 mortos, incluindo 505 civis.
"É a primeira instituição em que eles procuram sempre encontrar indivíduos que possam ser corrompidos para que eles possam exercer a sua atividade em determinada região. Mas o problema é um pouco mais complexo do que isso. Sem a presença da corrupção de agentes públicos, a organização não existe. Então, a gente tem essa característica hoje, infelizmente, muito presente", diz Gakiya.
A CBN faz uma cobertura ampla do caso. Ao lado do jornal O Globo, lançou também o podcast “PCC, o Salve Geral”, sobre os atentados da época e seus desdobramentos, já disponível no site e app da rádio e nos principais tocadores.
Assista à íntegra da entrevista no canal da CBN no YouTube.
