Tribunal condena governo chileno a pagar R$ 150 milhões por negligência médica após jovem perder testículo

 

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O Tribunal de Apelações de Punta Arenas, no Chile, ordenou que o governo do país pague US$ 30 milhões — o equivalente a R$ 150 milhões, na cotação atual — para um jovem de 17 anos após ele perder um testículo por cona da demora no atendimento médico.

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Segundo o jornal local El Pingüino, a corte anulou a decisão de primeira instância e ordenou o pagamento da indenização milionária por danos morais.

Para o tribunal, houve “falha na prestação de serviços adequados". O jovem de 17 anos teria ido para o Hospital Clínico de Magallanes por conta de uma torção testicular, quando o testículo “gira” no próprio eixo e bloqueia o fluxo sanguíneo para si mesmo.

A condição é considerada de extrema urgência e, de acordo com o Portal da Urologia, o período ideal para realizar a cirurgia de correção é de até seis horas — em que 90% dos testículos são salvos. Após esse tempo “cada minuto conta”: “após 12 horas as taxas de sucesso podem chegar a apenas 20%, sendo virtualmente nula após 24 horas de torção”.

No caso do jovem, o hospital demorou cerca de 13 horas após a sua chegada para realizar a cirurgia, resultando na perda do testículo.

Para a corte, o hospital possuía as informações clínicas necessárias para agir prontamente. Ao demorar para realizar o procedimento, entende o tribunal: “aplicou-se a doutrina jurídica da "perda de oportunidade", que estabelece que a demora injustificada privou o paciente de uma chance real de recuperação”.

Para o advogado do jovem, Juan Srdanovic Arcos, a decisão estabelece um precedente significativo; para ele, o Estado não deve ser responsabilizado apenas em casos fatais, mas também quando a negligência impede que um paciente receba o tratamento antes de danos irreversíveis.