Sem contato com a família após apagão de internet, iraniana revive trauma da repressão em protestos: 'Regime silencia e mata'
Em junho de 2009, a iraniana Nabieh Babashahi tomou um susto. Viu o irmão chegar em casa, em Teerã, depois de participar de um dos protestos do chamado Movimento Verde Iraniano — mobilização contra o resultado da eleição presidencial daquele ano —, com o corpo todo machucado após ser "espancado por policiais" com golpes de cassetete. Dezessete anos depois, Nabieh revive o mesmo medo, agora a mais de 12 mil quilômetros de distância. Do Rio de Janeiro, ela não consegue entrar em contato com o irmão nem com outros familiares desde a última quinta-feira, quando o regime iraniano impôs um apagão nacional de internet como forma de repressão aos protestos antigovernamentais, que já duram mais de duas semanas e deixaram centenas de mortos. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
