Debate entre candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas Reprodução/TV Globo A segurança pública e a presença do crime organizado em São Paulo marcaram o início do debate promovido pela TV Globo entre o governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) nesta terça-feira (29). Tarcísio e Haddad trocaram acusações sobre o apoio a aliados envolvidos com o crime organizado.
O candidato do PT afirmou que o Comando Vermelho (CV) está avançando no Estado, em referência à prisão, feita pela Polícia Civil de Minas Gerais, de dois criminosos apontados como chefes da facção criminosa CV que estavam na cidade paulista de Praia Grande. O petista questionou se o governador "vai continuar negando os informes" de existência do CV em São Paulo. Quaest: Tarcísio tem 44% das intenções de voto e Haddad, 24% Flávio amplia vantagem sobre Lula em SP; veja o desempenho dos presidenciáveis em 5 Estados Em resposta, Tarcísio disse que o adversário já subiu em palanque com uma liderança no PCC em evento na favela do Moinho, na capital paulista, e citou o envolvimento e prisão do vereador Senival Moura, eleito pelo PT em São Paulo. O governador disse que "infiltração do crime tem em todo lugar" e relembrou a prisão de Senival, investigado por envolvimento em suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público da capital paulista. Haddad cobrou ações do governador contra o crime organizado e criticou Tarcísio por pedir votos aos filhos do ex-vereador Milton Leite (União), preso sob suspeita de envolvimento com facção criminosa. “Ele [Milton Leite] controla o transporte, é uma espécie de prefeito sombra. Você subiu no palanque de alguém que foi preso 15 dias depois”, disse o petista. O candidato do PT colocou em xeque a participação da Polícia Civil nas investigações, dizendo que, se Tarcísio estivesse a par das apurações, não teria feito as declarações sobre Leite. "É o Gaeco que está investigando", afirmou o petista, em relação ao órgão do Ministério Público de São Paulo. Tarcísio repetiu que sua relação com a família de Milton Leite sempre foi institucional. "Eles não têm absolutamente nada no governo de São Paulo", afirmou o governador, citando relações com os Leites para tratar de políticas públicas. O governador rebateu Haddad, dizendo que o ex-ministro dividiu palanque com a irmã de um investigado por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e buscou associar o petista à lobista Roberta Luchsinger, alvo de investigações no caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Roberta Luchsinger faz menções a você nas redes sociais", disse Tarcísio.
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