Segundo mandato de Trump completa um ano com tarifaço e tensões globais; relembre

 

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O segundo mandato do presidente Donald Trump completa um ano nesta terça-feira (20). Em 12 meses, o republicano lançou mão de um tarifaço global; ordenou ataques militares e ameaçou até países parceiros. Internamente, ele encampou uma ofensiva sem precedentes contra imigrantes; perdoou invasores do Capitólio e perseguiu instituições, universidades e a imprensa.

Antes mesmo de assumir o poder, Trump prometeu expulsar dos Estados Unidos todos os imigrantes que vivem em situação irregular no país. A promessa não foi cumprida, mas ele colocou nas ruas mais de 20 mil agentes do Serviço de Imigração e Alfândega e expulsou 2,5 milhões de pessoas.

No início de abril, Trump anunciou subitamente um aumento nas tarifas de importação sobre produtos de 185 países, algumas chegando a até 50%, alegando defender o setor produtivo americano.

Inicialmente, o Brasil foi taxado em 10%. Mas meses depois, houve um adicional de 40% a produtos nacionais, sob o argumento de que Bolsonaro sofria perseguição de autoridades brasileiras. A questão só foi resolvida após uma reaproximação dos governos do Brasil e dos Estados Unidos, que culminou em uma reunião entre Trump e Lula.

Outro destaque do primeiro ano do segundo mandato do governo Trump foi a política externa, em que ele priorizou os interesses americanos em detrimento de alianças tradicionais. Apesar das promessas, ele não conseguiu acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

O republicano reforçou a parceria com Israel e pressionou por um acordo de paz com o grupo Hamas, mas o plano ainda não entrou na segunda fase. Agora, ele propõe a criação de um “conselho de paz”, que pode rivalizar com a ONU. O apoio a Israel também se traduziu em ataques a centrais nucleares do Irã.

Já em 2026, o republicano prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas manteve a vice chavista no poder e promete controlar a produção de petróleo no país.

Nos últimos dias, o presidente americano aumentou a pressão para anexar a Groenlândia, o que pode provocar uma guerra comercial com os europeus e põe em risco a OTAN. O desejo do líder americano de assumir o controle do território coloca à prova o artigo quinto da aliança, que estabelece a defesa coletiva em caso de ataque a um aliado.

Nesta quarta-fiera (21), o presidente Donald Trump deve se encontrar com líderes europeus em Davos, na Suíça, durante o Fórum Econômico Mundial, que tem o confronto geoeconômico no topo das preocupações.

Uma pesquisa da empresa de consultoria PwC, divulgada no fórum, revelou que 2 em cada 10 executivos acham que seus negócios estão altamente expostos a perdas financeiras significativas por causa de tarifas. E só 3 em cada 10 estão confiantes no crescimento da receita em 2026.