Saúde envia Força Nacional do SUS a Roraima e monta plano de contingência após ataque à Venezuela
Após o ataque à Venezuela no sábado, o Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do SUS a Roraima para avaliar a capacidade da rede de saúde, estoques de vacinas e insumos, além de montar um plano de contingência para um possível agravamento da crise na fronteira. O ministro Alexandre Padilha disse que até o momento, não houve aumento no fluxo migratório, que segue entre 250 e 350 pessoas por dia entre os dois países. Mesmo assim, o ministério afirma estar preparado para ampliar estruturas, inclusive com hospitais de campanha, se necessário. Desde o início das operações militares no país vizinho, foram mobilizadas equipes do SUS, da Força Nacional do SUS e da Saúde Indígena, com prioridade para o atendimento em abrigos e ações de acolhimento.
De acordo com a pasta, 40 profissionais atuam de forma permanente em Pacaraima e Boa Vista, capital de Roraima. Entre 2024 e 2025, cerca de 500 mil doses de vacinas foram aplicadas na região, e mais de 5 mil atendimentos foram realizados apenas entre setembro e novembro do ano passado.
O Ministério da Saúde também se colocou à disposição da OPAS e da OMS para envio de apoio humanitário, após a confirmação da destruição de um centro de distribuição de insumos de diálise na Venezuela. Segundo a pasta, estão em curso articulações, inclusive com a iniciativa privada, para viabilizar o envio de equipamentos ao país vizinho, onde cerca de 16 mil pacientes dependem de diálise. Em caso de emergência, o SUS poderá triplicar a capacidade de atendimento na fronteira, ampliando as equipes itinerantes.
