'Satã-2': saiba como é míssil nuclear que Moscou diz ser capaz de destruir área do tamanho da França

 

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A Rússia voltou a chamar atenção internacional nesta semana após realizar um novo teste do RS-28 Sarmat, míssil nuclear intercontinental apelidado de “Satã-2” ou “Satanás II” pela OTAN. Considerado uma das armas mais poderosas do arsenal russo, o equipamento é tratado pela mídia estatal do país como capaz de devastar uma área equivalente ao tamanho da França ou do estado americano do Texas.

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O armamento foi testado novamente nesta terça-feira em meio ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo Moscou e o Ocidente.

O RS-28 Sarmat é um míssil balístico intercontinental desenvolvido para substituir antigos sistemas nucleares soviéticos da era da Guerra Fria. Segundo informações divulgadas pelo governo russo, ele possui alcance global e capacidade para transportar múltiplas ogivas nucleares simultaneamente.

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Ministério da Defesa da Rússia

A proposta do projeto é permitir que o míssil consiga atingir diferentes alvos em uma mesma operação, além de driblar sistemas modernos de defesa antimísseis.

Autoridades russas e veículos ligados ao Kremlin costumam classificar o Sarmat como “imparável”. O presidente Vladimir Putin já afirmou anteriormente que o sistema seria capaz de superar qualquer mecanismo de defesa atualmente existente no Ocidente.

Apesar disso, especialistas militares ocidentais tratam parte das alegações russas com cautela e consideram exageradas algumas estimativas divulgadas sobre o potencial destrutivo do armamento.

O apelido “Satã-2” não é um nome oficial adotado pela Rússia. A denominação foi popularizada pela OTAN e pela imprensa ocidental para identificar o sistema nuclear russo.

O novo teste ocorre em um contexto de crescente tensão internacional provocado pela guerra na Ucrânia e pela escalada de discursos militares entre Moscou e países aliados da OTAN.