‘Sapo assassino’ vira ameaça e gigante da mineração investe R$ 106 milhões para impedir praga

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Toxinas que são liberadas podem apresentar risco para a fauna e, consequentemente, afetar o escossistema Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O Grupo Rio Tinto passou a se preocupar com a presença do sapo-cururu venenoso na Austrália. Diante do risco de presença na região de Pilbara, no oeste do país, uma das maiores empresas de mineração do mundo não quis esperar a eventual chegada da espécie para agir.

Segundo a BBC, a diretoria da Rio Tinto se uniu com a Universidade Curtin e outras instituições. Neste cenário, houve um investimento de £ 14,5 milhões (R$ 106 milhões) para que uma “zona de contenção de sapos” seja construída, algo capaz de impedir a presença da praga no local.

Dona de uma vasta operação de minério de ferro, a Rio Tinto não seria, de imediato, afetada com a presença do sapo-cururu. Porém, como o animal produz toxinas, a consequência ligada à fauna nativa, que ameaçaria o ecossistema de Pilbara, poderia causar problemas no futuro.

Além disso, a tendência é que as espécies nativas quoll-do-norte, o lagarto-monitor e o morcego-fantasma fossem impactadas com a presença do sapo-cururu. “Os sapos-cururu destroem a água e os animais.

Quando os sapos se aproximam do nosso país, queremos estar lá para impedi-los, porque não queremos que o país seja destruído”, externou Roberta Hunter, guarda florestal na Área Protegida Indígena de Nyangumarta Warrarn. Para que a ameaça não vire realidade, a Rio Tinto possui um objetivo claro.

Isso porque a construção de uma barreira ao longo de 7.500 km² de terra entre o Grande Deserto de Areia e o Oceano Índico pretende cortar o abastecimento de água. Como a espécie precisa de água constantemente para sobreviver, a intenção é que o sapo-cururu não acesse barragens, reservatórios ou outras fontes de água subterrâneas.

Sem lidar com predadores ou doenças, os sapos se defendem usando veneno. Por conta disso, o avanço na Austrália trouxe uma progressão entre 40 km e 60 km por ano, algo que trouxe o plano de contenção de cinco anos, que terá início em 2027.

Bruno Romão é repórter do portal ND Mais e escreve sobre esportes no Núcleo Nacional, trazendo as principais notícias sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação e outras modalidades. Tem experiência na cobertura esportiva abrangente, com foco em futebol e esportes olímpicos, e produz conteúdos informativos, curiosos e analíticos sobre o cenário esportivo nacional e internacional.

Além de acompanhar os principais nomes do segmento, mantém o radar ligado para novidades envolvendo grandes eventos e competições, como Copa Mundo Fifa, Jogos Olímpicos e Fórmula 1. Formado pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), atua no jornalismo desde 2018, especialmente na internet, e é pesquisador na área radiofônica.

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