São Paulo soma 19 corpos encontrados desde setembro; polícia descarta 'serial killer'

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

São Paulo e a região metropolitana registraram 19 corpos encontrados desde 10 de setembro, segundo levantamento da TV Globo divulgado nesta semana. Apesar da sequência de ocorrências e dos boatos nas redes sociais, a Polícia Civil descarta a hipótese de um assassino em série e investiga possíveis ligações com o crime organizado, incluindo execuções atribuídas ao chamado “tribunal do crime”, associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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O caso mais recente foi registrado na manhã desta quinta-feira (22), quando o corpo de um homem foi encontrado na Marginal Tietê. Nos dois dias anteriores, outros dois casos foram registrados na capital: um corpo em uma área de mata de difícil acesso no Tremembé, na Zona Norte, e os restos mortais de uma mulher também na Marginal Tietê.

Neste último episódio, dois homens são suspeitos de abandonar o corpo no local. Corpos apresentavam sinais de violência

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), parte das vítimas apresentava sinais de violência extrema, como queimaduras e esquartejamento. Em sete ocorrências, os cadáveres foram encontrados dentro de sacos ou enrolados em cobertores.

Os registros se distribuem pelas zonas Sul, Leste, Norte e Oeste da capital, além de municípios do ABC Paulista, Embu das Artes e Santana de Parnaíba. Até o momento, a polícia identificou o sexo de 14 vítimas: 11 homens e três mulheres.

Nos outros cinco casos, a informação ainda não foi determinada. Dependendo das condições dos corpos, os peritos recorrem a técnicas de antropologia e odontologia forense para estabelecer a identidade, inclusive por meio da comparação de arcadas dentárias e de informações fornecidas por familiares.

Polícia aponta possível ligação com o crime organizado O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) afirmou ao g1 que não há elementos que indiquem a atuação de um serial killer e avalia que os casos podem ter motivações distintas.

Segundo os investigadores, todas as vítimas já identificadas tinham antecedentes criminais por delitos como sequestro, roubo, tráfico de drogas e estupro. A polícia afirma ter identificado suspeitos em parte das ocorrências e solicitado à Justiça a prisão de pelo menos um deles.

A principal linha de investigação é a de que boa parte das mortes esteja relacionada a execuções ligadas ao crime organizado, embora as circunstâncias de cada caso ainda sejam apuradas.

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