'São Paulo Horror Story': esquerda ironiza Nunes após superlotação e caos em megablocos no Centro de SP

 

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Representantes da esquerda criticaram nas redes sociais o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, pela confusão provocada neste domingo pela superlotação dos megablocos da Skol, que teve como atração principal o DJ escocês Calvin Harris, e do Acadêmicos do Baixo Augusta, conduzido pelo cantor Péricles. As duas festas disputaram espaço na rua da Consolação, no bairro da Bela Vista, no centro da capital paulista. No local, foliões foram prensados pela falta de espaço, derrubaram as grades de contenção e enfrentaram truculência de guardas municipais que tentavam conter a multidão.

Em resposta, Nunes anunciou que o policiamento foi reforçado e que o acesso à região precisou ser bloqueado durante a tarde. A atuação do prefeito foi criticada por nomes como a deputada Erika Hilton, que classificou como "deploráveis as cenas vistas na rua da Consolação". "Inúmeros foliões dos blocos do Baixo Augusta e do Calvin Harris, que só queriam curtir o carnaval de São Paulo, tiveram seu dia estragado por um empurra-empurra e pela 'incompetência' da prefeitura de Ricardo Nunes", escreveu na publicação.

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O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também afirmou que o prefeito foi "irresponsável" pelo "descaso com a organização do carnaval da cidade que quase causou uma tragédia". "A falta de estrutura e organização poderia ter levado a pisoteamentos e esmagamentos nas grades de segurança", disse. Já o deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) descreveu a situação como "São Paulo Horror Story", em referência à série de terror "American Horror Story". "Irresponsabilidade de um prefeito que odeia o Carnaval e faz tudo para acabar com a alegria na cidade que governa", acrescentou no post.

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Nas redes sociais, também foram compartilhados momentos em que o público derrubou as grades de contenção, além de imagens de pessoas prensadas pela falta de espaço. Registros também mostraram a superlotação nas ruas e foliões passando mal pelo calor.

Em vários trechos, agentes de segurança correram para conter a movimentação, com uso de cassetetes. Em determinado momento, o secretário de subprefeitura da capital paulista, Fabrício Cobra, tentou intervir e pedir mais calma dos policiais. A sugestão não foi bem recebida e o secretário ouviu críticas e reclamações dos agentes, que tiveram que brigar com alguns foliões. O público também chegou a derrubar a grade da Escola Paulista de Magistratura, localizada na Consolação, e ocupasse a parte externa do espaço.