Grávida assassinada em 1980 nos EUA é identificada 46 anos depois por teste de DNA

 

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Uma jovem de 22 anos assassinada em julho de 1980 no condado de Ventura, na Califórnia, teve sua identidade revelada após mais de quatro décadas, graças a exames de DNA baseados em genealogia forense. A mulher, identificada como Maricela Rocha Parga, teve, à época, seu corpo encontrado no lado de fora da Westlake High School, com sinais de morte causada por facadas. Exames posteriores realizados no Instituto Médico Legal de Ventura indicaram ainda que a jovem, mãe de uma criança de dois anos, estava grávida no momento do assassinato.

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Segundo o xerife do condado, Jim Fryhoff, o caso de Parga tinha sido arquivado há anos após as investigações esgotarem as possibilidades existentes à época e não chegarem a um resultado concreto. Diante da falta de identificação, a jovem ficou conhecida como "Jane Doe de Ventura", pseudônimo frequentemente utilizado para sinalizar pessoas que não tiveram a identidade encontrada ou que possuem restrição quanto à revelação de seus nomes reais.

No ano de 2011, porém, o caso foi reaberto. Especialistas em crimes arquivados realizaram análises das evidências existentes e conseguiram traçar um perfil de DNA para a vítima. Em janeiro de 2013, dois anos após a reabertura, o registro foi anexado ao Sistema Combinado de Índices de DNA (CODIS) e levou os investigadores a um suspeito.

Segundo Fryhoff, o DNA registrado no CODIS foi compatível com o de Wilson Chouest. O suspeito, na época da descoberta, já se encontrava preso no Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia, condenado a prisão perpétua por crimes de roubo, sequestro e estupro, ocorridos no mesmo ano em que Parga foi morta. Em 2015, Chouest foi condenado pelo crime de homicídio contra Maricela.

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Apesar da prisão do suspeito, a identidade da jovem seguia desconhecida para os investigadores. Apenas dez anos após a condenação do criminoso, em janeiro do ano passado, o DNA de Parga foi identificado por meio de um método de pesquisa genealógica. A metodologia utilizada para identificar a vítima foi resultado de avanços da tecnologia e também da organização "DNA Doe Project", um projeto sem fins lucrativos que busca reconhecer pessoas mortas não identificadas por meio de genealogia forense.

— A pesquisa genealógica abrangente permitiu que os detetives rastreassem conexões de DNA — disse o xerife. — Neste tipo de caso não se trata apenas de solucionar um crime; para os envolvidos, trata-se de devolver o nome à vítima que merece ser lembrada e de trazer paz às famílias que buscam respostas.

Em entrevista coletiva, os irmãos de Parga se manifestaram sobre as atualizações do caso. Para Alma Braden, foi uma longa "jornada".

— Você descobre detalhes e coisas que talvez não queira saber, como a maneira horrível como ela faleceu. Você fica revivendo aquele filme na sua cabeça repetidamente, dos últimos minutos e segundos da vida dela — disse Braden.

Reynaldo Rocha, outro irmão de Parga, revelou que sua mãe, em seus últimos dias de vida, falava constantemente sobre a filha morta.

— Sabíamos o quanto isso a estava magoando até o último dia. Agora temos um desfecho. Podemos começar o processo de cura — falou Rocha.