Sánchez cita Brasil e EUA ao prever derrota da extrema direita na Espanha

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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta quarta-feira (4/11) que a extrema direita enfrenta um movimento de retração internacional. Em publicação nas redes sociais, o líder socialista relacionou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Brasil, à vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e projetou um resultado semelhante na Espanha.“Ontem, a sociedade americana votou contra as políticas que só empobrecem.

Contra o ódio. Contra o machismo.

Contra o negacionismo climático e contra os privilégios das elites”, escreveu Sánchez. Na sequência, citou os resultados eleitorais dos três países: “Aconteceu no Brasil.

Acabou de acontecer nos EUA. E acontecerá em breve na Espanha”.Leia MaisTrump reconhece resultado da eleição, diz que democratas fizeram bom trabalho e critica republicanosHá uma boa chance de que Trump aceite silenciosamente vitória de Lula e siga em frente, diz pesquisador Christopher Sabatini3 motivos pelos quais duelo entre Lula e Flávio Bolsonaro é crucial para a América Latina e para Donald TrumpO premiê também direcionou a declaração aos principais nomes da oposição espanhola, Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP), de centro-direita, e Santiago Abascal, presidente do Vox, partido de extrema direita.

“A onda ultra à qual Feijóo e Abascal pretendem se agarrar já não cresce: está desmoronando”, afirmou.A manifestação ocorre em meio à disputa eleitoral espanhola. O país terá eleições gerais antecipadas em 29 de novembro, e Sánchez busca renovar o mandato após enfrentar dificuldades para governar com uma base parlamentar fragmentada.

Pesquisas de intenção de voto indicam vantagem da direita, que pode depender do Vox para formar uma maioria no Congresso.Democratas conquistam Congresso dos EUAA declaração de Sánchez faz referência ao resultado das eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3/11) nos Estados Unidos.

O Partido Democrata conquistou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado, impondo uma derrota expressiva ao presidente Donald Trump e ao Partido Republicano.As eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, ocorrem a cada quatro anos, na metade do mandato presidencial.

Neste pleito, os americanos escolheram representantes para todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado. Também houve disputas para governos estaduais e outros cargos locais.A vitória democrata altera o equilíbrio de forças em Washington.

Até então, os republicanos controlavam as duas Casas do Congresso, o que facilitava a aprovação de medidas alinhadas à agenda de Trump. Com a mudança, os democratas passam a ter poder para barrar propostas do presidente, dificultar a aprovação de indicações para cargos federais e ampliar a fiscalização sobre o governo.O resultado foi interpretado como uma rejeição à administração republicana, em meio à insatisfação de eleitores com o custo de vida, a inflação, as tarifas comerciais e a guerra contra o Irã.

A dimensão da derrota também surpreendeu por ocorrer em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos, onde os democratas conquistaram vitórias importantes.Apesar da mudança no Congresso, Trump permanece na Presidência até o fim do mandato, em janeiro de 2029. A vitória democrata, portanto, não representa uma mudança imediata no comando do Executivo, mas limita a capacidade do presidente de avançar com sua agenda política nos próximos dois anos.Disputa eleitoral na EspanhaNa Espanha, Sánchez tenta transformar o resultado norte-americano em um sinal de mobilização para o campo progressista.

O primeiro-ministro convocou eleições antecipadas para 29 de novembro, após o Parlamento rejeitar medidas do governo relacionadas à crise habitacional, ampliando as dificuldades de sua coalizão para aprovar propostas.O pleito colocará o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), de Sánchez, diante do Partido Popular, liderado por Feijóo, e do Vox, comandado por Abascal.

A direita aparece à frente nas pesquisas, mas a possibilidade de não alcançar maioria absoluta pode tornar o apoio da extrema direita decisivo para a formação de um novo governo.Sánchez está no poder desde 2018 e tenta manter uma coalizão progressista à frente do governo. Ao citar Brasil e Estados Unidos, o premiê busca apresentar os resultados recentes como evidência de que eleitores podem rejeitar forças políticas de direita e extrema direita.A previsão de que o mesmo ocorrerá na Espanha, no entanto, é uma aposta política do líder socialista.

O resultado das eleições de 29 de novembro ainda está em aberto.Ayer, la sociedad estadounidense votó contra las políticas que solo empobrecen. Contra el odio.

Contra el machismo. Contra el negacionismo climático y contra los privilegios de las élites.

Ocurrió en Brasil. Acaba de ocurrir en EEUU.

Y ocurrirá pronto en España. La ola ultra a la que pretenden subirse Feijóo y Abascal ya no crece: se desmorona.— Pedro Sánchez (@sanchezcastejon) November 4, 2026 Saiba Mais Mundo Paraguai intervém em um dos maiores bancos do país e congela dinheiro de milhões de pessoas Mundo Veja os gráficos e mapas que contam como foi a eleição nos EUA Mundo Descoberta de segredo de cadeado encontrado em naufrágio desvenda mistério de 400 anos

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