A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionou a Justiça Eleitoral para pedir a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e de dois responsáveis pelo transporte municipal, sob acusação de descumprir a ordem para colocar toda a frota de ônibus nas ruas durante o segundo turno.
Elas afirmam que cerca de 29% dos... A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) acionou a Justiça Eleitoral para pedir a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e de dois responsáveis pelo transporte municipal, sob acusação de descumprir a ordem para colocar toda a frota de ônibus nas ruas durante o segundo turno.
Elas afirmam que cerca de 29% dos veículos continuavam nas garagens neste domingo, 25. A petição também solicita que a multa por descumprimento, fixada em R$ 100 mil, suba para R$ 500 mil por hora.
As deputadas pedem ainda que a Polícia Federal e o Ministério Público Eleitoral apurem o caso e que oficiais de Justiça, acompanhados de policiais, fiscalizem as garagens. “Ricardo Nunes descumpre a liminar que conquistei na última sexta.
Ele atua para impedir o direito ao voto e a democracia ao restringir a circulação de ônibus na cidade. A Justiça Eleitoral precisa tomar as providências cabíveis, a exemplo do que fez em Salvador”, disse Sâmia.
A decisão de sexta-feira determinou que a Prefeitura e a SPTrans operassem 100% da frota prevista para dias úteis, sob multa individual de R$ 100 mil para Nunes e o presidente da empresa. A petição relata que alguns ônibus circulavam com o letreiro “reservado” e recusavam passageiros.
Ricardo Nunes negou que o transporte estivesse insuficiente e acusou aliados de Lula de explorar o tema eleitoralmente. “Não temos falta de ônibus, a demanda está sendo atendida.
É uma estratégia muito ruim que estão usando”, afirmou na tarde deste domingo. A SPTrans disse que recebeu a ordem na tarde de sábado, com menos de 12 horas para organizar a operação, e alegou dificuldades para mobilizar veículos e profissionais no prazo.
O PT também pediu a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Celso Jorge Caldeira. As parlamentares querem ainda que a Justiça avalie a extensão do horário de votação nas zonas mais afetadas.
O Antogonista