Saiba como joga o argentino Rodrigo Castillo, maior contratação da história do Fluminense e algoz do Flamengo

 

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A espera pelo '9', enfim, acabou. Com a janela de transferências fechando hoje para jogadores de fora do Brasil, o Fluminense encaminhou o acerto com o argentino Rodrigo Castillo, do Lanús-ARG, que se tornará a maior contratação da história do clube, por 10 milhões de dólares (cerca de R$ 51,7 milhões na cotação atual) — Canobbio ocupava esse posto até então (R$ 37 milhões à época) — e 100% dos direitos econômicos do jogador de 27 anos.

Castillo marcou duas vezes nos jogos da Recopa Sul-Americana, no título do Lanús sobre o Flamengo. O tricolor, porém, já consultava a situação do atleta antes mesmo de ele se tornar carrasco do arquirrival, o que não interferiu diretamente na negociação. Formado nas categorias de base do River Plate-ARG, o centroavante chama a atenção por sua estatura — 1,89 m — dentro da área, mas, ao mesmo tempo, também oferece mobilidade fora dela.

— É um atacante que demorou para explodir, e o Lanús não queria vendê-lo, mas comemora o acerto, já que pagou cerca de 1,7 milhão de dólares (R$ 8,7 milhões na cotação atual) para tirá-lo do Gimnasia La Plata. Ele tem muita técnica, algo que ficou claro nos jogos contra o Flamengo. Não é aquele centroavante clássico de quase 1,90 m que fica apenas esperando o cruzamento. Embora também seja forte dentro da área, participa do jogo associativo, prepara jogadas e deixa os companheiros na cara do gol — analisa Raphael Sibilla, correspondente do Grupo Globo na Argentina.

Antes de Castillo, o Fluminense tentou contratar outros jogadores para solucionar a carência de um camisa ‘9’. Após não conseguir um acordo por Hulk, do Atlético-MG, o tricolor teve como alvo o franco-gabonês Denis Bouanga, que até tinha o desejo de atuar no futebol brasileiro, mas renovou recentemente com o Los Angeles FC-EUA até o fim de 2028.

Além da questão contratual, o clube americano só aceitaria liberá-lo em caso de reposição à altura, o que deixou o clube carioca de mãos atadas. Alexis Cuello, do San Lorenzo-ARG, e Gabriel Ávalos, do Independiente-ARG, também foram alvos, mas o impasse financeiro pesou.

Agora, o técnico Luis Zubeldía, enfim, conta com três centroavantes à disposição — Castillo, John Kennedy e Cano. A título de comparação, Sibilla destaca que o novo reforço está no “meio do caminho” em termos de estilo, em relação a seus concorrentes.

— Castillo não se parece totalmente com nenhum dos dois, embora tenha características de ambos. É um bom finalizador, daqueles que precisam de um toque para fazer o gol, algo em que Cano foi fora da curva, principalmente em seus melhores anos. Apesar de não ter a mesma velocidade de John Kennedy, finaliza melhor e costuma errar menos.