Rússia realiza exercícios nucleares de três dias ameaçando uso 'em caso de agressão'; veja vídeo

 

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O exército russo iniciou nesta terça-feira (19) os anunciados três dias para realização de exercícios com armas nucleares que envolvem milhares de soldados em todo o país. Os treinamentos ocorrem ao lado da Bielorússia e ocorrem em meio a intensificação dos ataques da Ucrânia contra a Rússia.

Os russos chamaram a iniciativa de um 'exercício de rotina', porém o poderio utilizado mostra outra coisa. Esses exercícios envolverão mais de 65 mil soldados e 7,8 mil tipos de equipamentos e armamentos, incluindo mais de 200 lançadores de mísseis, informou o Ministério da Defesa. Aeronaves, navios, submarinos e submarinos nucleares participarão.

Os exercícios também ocorrem meses depois do rompimento do último pacto de armas nucleares entre a Rússia e Washington e em meio a uma nova onda de comentários do presidente Vladimir Putin exaltando o poderio das forças atômicas de Moscou.

O fim do acordo Novo START com Washington, em fevereiro, liberou formalmente as duas maiores potências nucleares do mundo de uma série de restrições.

'De 19 a 21 de maio de 2026, as Forças Armadas da Federação Russa realizarão um exercício de preparação e uso de forças nucleares em caso de ameaça de agressão', afirmou o Ministério da Defesa em um comunicado.

Rússia realiza exercícios nucleares ameaçando uso 'em caso de agressão'

O ministério afirmou que também realizará testes de lançamento de mísseis balísticos e de cruzeiro.

'O exercício também abordará questões relacionadas ao treinamento conjunto e ao uso de armas nucleares implantadas no território da República da Bielorrússia', acrescentou o ministério.

A Rússia implantou um míssil com capacidade nuclear, o Oreshnik, em seu aliado Belarus, que faz fronteira com a OTAN .

Moscou anunciou o início dos exercícios horas antes da chegada de Putin à China para uma visita de dois dias.

Quatro pessoas morrem em ataque de drones da Ucrânia contra a Rússia

Ataque de drones da Ucrânia contra a Rússia

Reprodução / Redes sociais

Quatro pessoas morreram, neste domingo (17), em um grande ataque de drones da Ucrânia contra regiões da Rússia, incluindo Moscou. Segundo autoridades, esta é a maior ofensiva aérea em mais de um ano.

Três pessoas morreram na região de Moscou e uma na região de Belgorod.

O governador da região de Moscou afirmou ainda que vários prédios residenciais e instalações de infraestrutura foram danificados.

As defesas aéreas russas destruíram 81 drones que seguiam em direção a Moscou, informou a agência estatal TASS.

O prefeito de Moscou disse que 12 pessoas ficaram feridas, a maioria perto da entrada da refinaria de petróleo.

O Ministério da Defesa da Rússia comunicou ter derrubado 556 drones no país entre a madrugada e a manhã deste domingo.

O maior aeroporto russo, localizado em Moscou, informou que destroços de drones caíram na região, mas sem causar danos.

Na sexta-feira, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prometeu retaliar a Rússia após um ataque matar 24 pessoas, incluindo três crianças, em Kiev.

A ofensiva aconteceu horas depois do fim de um cessar-fogo de três dias entre os dois países mediado pelos Estados Unidos e foi o mais pesado do ano.

A Rússia, que iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, lançou mais de 1.500 drones e dezenas de mísseis contra alvos ucranianos ao longo de dois dias consecutivos, segundo autoridades da Ucrânia.

Outras seis pessoas morreram no oeste do país.