Rússia ataca Kiev pela terceira vez em uma semana e mata três pessoas
A Rússia disparou mísseis balísticos contra Kiev durante a noite e enviou drones movidos a jato sobre a capital da Ucrânia ao longo desta quarta-feira, matando pelo menos três pessoas, disseram autoridades.
Os ataques, que ocorreram pela terceira vez nesta semana, foram realizados em um momento no qual Moscou explora a escassez crítica de interceptadores americanos no território ucraniano.
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Uma das ondas de drones lançadas pela Rússia atingiu um edifício de 25 andares no início da tarde, informou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, no Telegram.
Além das três mortes, 13 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas nos ataques, duas delas em estado grave, acrescentou Klitschko.
Explosões sacudiram a capital ucraniana durante a madrugada, pouco antes de o alerta de ataque aéreo soar, relataram testemunhas da Reuters.
Dois depósitos pegaram fogo após os ataques, e bombeiros combateram as chamas com plataformas elevatórias até a manhã desta quarta-feira.
Embora as defesas aéreas ucranianas tenham interceptado 139 dos 169 drones lançados durante os ataques noturnos contra o país, elas novamente não conseguiram derrubar nenhum dos cinco mísseis balísticos utilizados pela Rússia, mostraram dados da força aérea.
Em um encontro com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, nesta quarta-feira durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, o presidente Donald Trump afirmou que os Estados Unidos concederão uma licença à Ucrânia para mísseis Patriot e disse que tanto Moscou quanto Kiev querem ver a guerra encerrada.
"Vamos conceder uma licença para vocês produzirem Patriots.
Isso é muito legal.
Assim, vocês não poderão reclamar que não estamos fornecendo o suficiente", disse Trump na ocasião.
A Rússia tem intensificado sua campanha aérea contra a Ucrânia nos últimos meses, enquanto seus avanços terrestres praticamente estagnaram e os ataques ucranianos contra a logística militar e a indústria petrolífera russas provocaram uma ampla escassez de combustível.
Somente em julho, ataques russos contra Kiev e sua região metropolitana mataram 60 pessoas.
Segundo dados da força aérea, as defesas antiaéreas derrubaram apenas quatro dos 54 mísseis balísticos disparados pela Rússia neste mês.
Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, também foi alvo de ataques com mísseis durante a noite, disseram autoridades locais, que relataram danos a casas e a uma igreja.
Um funcionário caminha entre os escombros no local de armazéns de alimentos e bebidas atingidos por um ataque de mísseis russos durante a noite, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev , Ucrânia, em 8 de julho de 2026
REUTERS/Valentyn Ogirenko
Zelensky vinha pedindo repetidamente os interceptadores fabricados nos Estados Unidos — a única arma do arsenal ucraniano capaz de derrubar mísseis balísticos, cuja alta velocidade e trajetória íngreme dificultam a interceptação.
Trump, que conversou com Zelensky e com o presidente russo, Vladimir Putin, antes da cúpula da Otan, já havia afirmado na terça-feira acreditar que a guerra poderá ser "resolvida, espero que em breve".
Putin afirmou que pretende prosseguir com a guerra apesar das crescentes dificuldades enfrentadas pela Rússia.
Moscou exige que Kiev ceda o restante da região oriental de Donetsk, que não conseguiu conquistar em mais de quatro anos de combates.
Na Rússia, ataques de drones ucranianos durante a noite mataram uma pessoa e danificaram diversas instalações industriais, disseram autoridades locais.
