As ruas de Copacabana, na Zona Sul do Rio, começaram a ser fechadas e a região se mobiliza para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que fará uma caminhada neste sábado (24), último dia de campanha antes do segundo turno presidencial. Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem um ato marcado para as 10h, em Belo Horizonte, ao lado de apoiadores do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
A partir das 14h, Flávio participará de um ato semelhante no Rio. Lula, por sua vez, seguirá à tarde para a Avenida Paulista, em São Paulo, onde também fará uma caminhada.
Os eventos encerram a mobilização dos candidatos antes da votação de domingo (25). Pesquisas e mobilização de eleitores
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra Flávio com 48% das intenções de voto no Sudeste, contra 39% de Lula. No cenário nacional, porém, os candidatos aparecem tecnicamente empatados: o senador tem 45%, ante 44% do presidente, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que ajuda a explicar a escolha dos estados para os últimos atos de campanha.
As duas campanhas também tentam reduzir a abstenção, que chegou a 21,08% no país no primeiro turno. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Guarulhos e Campinas somaram 4,3 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 13% do total nacional.
No Rio, a taxa foi de 23,32%. Aliados de Lula buscam ampliar a mobilização no Sudeste e estimular a participação de eleitores com mais de 70 anos.
Já Flávio tem pedido que apoiadores convoquem familiares, amigos e vizinhos para votar. No último programa eleitoral, o senador reforçou o apelo: — Agora é hora de força total.
Fala com todo mundo, chama sua família, seus amigos. Peça voto.
Leve gente para votar com você. O que pode e o que não pode na reta final
Segundo as regras da Justiça Eleitoral, caminhadas, passeatas e carreatas, com ou sem carros de som, podem ocorrer até as 22h deste sábado. O mesmo prazo vale para a distribuição de material gráfico, como santinhos e folhetos, e para a fixação de wind banners.
Depois desse horário, essas atividades ficam proibidas. No domingo, a propaganda eleitoral paga na internet não pode ser impulsionada, e novos conteúdos de propaganda eleitoral não podem ser publicados.
Conteúdos sintéticos produzidos por inteligência artificial também estão sujeitos à proibição de veiculação no período que vai de 72 horas antes da votação até 24 horas após o encerramento do pleito. No dia da eleição, o eleitor pode demonstrar individualmente e de forma silenciosa sua preferência política, usando camisetas, adesivos, broches ou bandeiras.
A formação de aglomerações que caracterizem manifestação coletiva e a chamada boca de urna — quando alguém tenta convencer outros eleitores a votar em determinado candidato — são proibidas. O celular e outros equipamentos capazes de registrar imagens, vídeos ou áudios não podem ser levados à cabine de votação.
O aparelho deve ser deixado no local indicado pelos mesários após a identificação do eleitor.
O Globo