Ronaldinho Gaúcho conta como a música ajudou sua carreira no futebol: 'Me colocava num estado diferente'

 

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O Bruxo está de volta! Para sorte dos adversários, não em campo desta vez. Ronadinho Gaúcho já está na contagem regressiva para mais uma Copa. O craque, duas vezes eleito o melhor jogador do mundo, vai atuar agora em outra posição. Mas não muito diferente do que fazia no futebol, misturando graça, magia e música, lembrando dos tempos em que botava os defensores para bailar.

Ronaldinho vai se transformar em repórter e apresentador no “Rolé aleatório”, quadro que terá na Globo durante o Mundial, anunciado pela emissora em suas redes sociais na última semana. “Ainda é surpresa, mas garanto muita coisa diferente, com muita alegria e lugares divertidos”, diz R10, aos 46 anos, em conversa exclusiva com a Retratos da Vida, do EXTRA.

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O nome do quadro brinca com as andanças do ex-jogador pelo mundo, além dos encontros inusitados. De castelos de sheiks árabes a favelas no México. Na Copa, não será diferente, e tudo deve mesmo acabar em samba, como aconteceu quando Ronaldinho foi assinar seu contrato com a Globo. Uma roda se formou com os integrantes do Akatu, grupo que gravou com ele a música “Rolé aleatório”.

Ronaldinho Gaúcho

reprodução/ instagram

A paixão pela música, que já existia na época de jogador, ficou ainda mais presente depois da aposentadoria. Ronaldinho Gaúcho toca vários instrumentos e está lançando um selo internacional, o Tu Música, aproveitando a visibilidade latina da Copa, que terá o México como um dos países sede, com Estados Unidos e Canadá. Em breve, um escritório será aberto em Miami (EUA).

“Agora quero levar essa energia para todos os lugares, conectando culturas e criando oportunidades para artistas de qualquer lugar”, conta Ronaldinho.

Que papel a música desempenhou na sua vida?

A música sempre me acompanhou, sabe? Na concentração, antes do jogo, eu precisava daquele ambiente. .A música fazia tudo ficar mais leve — eu entrava em campo com aquela energia boa, com o ritmo no corpo. Terminava o treino, chegava no quarto, botava um som ou puxava um pagode. Isso é concentração também. Você relaxa, você ri, você fica conectado com o grupo. E aí quando vai para o campo, tá tudo leve. Tinha uma seleção que eu ouvia antes dos jogos, cada música me colocava num estado diferente. Era ritual meu.

Você sempre foi um cara musical entra numa roda de samba e faz bonito — de onde veio isso?

Vem de casa, vem da família. A música sempre fez parte da minha vida. Eu herdei isso da minha família. Desde pequeno, o samba tava em volta. Minha criação foi assim, mas tinha alegria, tinha ritmo, tinha gente boa na volta. E aí você vai aprendendo, vai pegando, vai sentindo o groove naturalmente.

Ronaldinho Gaúcho

reprodução/ instagram

Quantos instrumentos você toca?

Lá em Barcelona, eu participei incógnito como percussionista nos shows do Samba Tri, tocando bongôs sem ninguém me reconhecer. É o amor mesmo. Hoje toco percussão — pandeiro, surdo, bongô — e fico observando as harmonias com atenção, faz parte da nossa história.

Você se lembra de alguma música que tenha marcado sua vida em campo?

Uma que eu sempre falo é “Patota de Cosme”, do Zeca Pagodinho. Quando eu escuto essa música já começo a me sentir melhor e só fico pensando em coisas boas. Pela vibração que ela passa — um sentimento de otimismo e fé. Isso para mim é tudo. Futebol é fé. Você acredita, você faz acontecer. Muitos fizeram parte da minha trilha sonora. Ficou sendo como se fosse minha inspiração. Faz tudo ter sentido, tem aquela ginga, aquele ritmo, aquela alegria...

Como surgiu a ideia do “Rolé aleatório”?

O Rolé Aleatório é isso aí — começou de um jeito que só podia ter sido assim. Nasceu de forma natural. O pessoal do Akatu vivia falando que queria fazer uma resenha comigo. Quando rolou, foi espontâneo, divertido, com samba e amizade. E aí a música veio junto. A faixa-título é uma composição minha, escrita em parceria com Rapha Oliveira, Fábio Alcântara, Rafa Chagas e Pierrot Jr. Nasce justamente dessa vivência, traduzindo em versos a autenticidade e a alegria dos encontros que viraram minha marca. A ideia é que a galera venha curtir, venha viver, venha participar. Porque para mim, música é exatamente isso — um rolê que começa sem hora marcada e termina quando todo mundo tá feliz.

Ronaldinho Gaúcho

reprodução/ instagram

Ronaldinho Gaúcho com o irmão Roberto Assis e os empresários Allan Jesus e Roni Maltz Bin

Divulgação/ ASJ

Ronaldinho Gaúcho está lançando selo internacional

Divulgação/ ASJ

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